Brasil supera Arábia Saudita e se torna 2º maior fornecedor de petróleo à China

0

Por Felipe Rabioglio — ICL Notícias

ouça este conteúdo
00:00 / 00:00

1x

O Brasil ultrapassou a Arábia Saudita e se tornou o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China no acumulado dos nove primeiros meses de 2026. Entre janeiro e setembro, o país asiático importou 44,29 milhões de toneladas do produto brasileiro, consolidando o avanço do Brasil em um dos principais mercados consumidores de energia do mundo.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (20) pelas autoridades alfandegárias chinesas. No mesmo período, a Arábia Saudita, tradicional potência na produção e exportação de petróleo, vendeu 43,12 milhões de toneladas ao país asiático, ficando atrás do Brasil no ranking de fornecedores.

A diferença entre os dois países chegou a 1,17 milhão de toneladas, enquanto a Rússia manteve a liderança entre os exportadores de petróleo para o mercado chinês.

O resultado reforça a importância da China como destino das exportações brasileiras de petróleo e evidencia a crescente participação do país no abastecimento energético da segunda maior economia do mundo.

Exportações brasileiras avançam em setembro

Somente em setembro, a China importou 5,15 milhões de toneladas de petróleo bruto brasileiro, volume equivalente a aproximadamente 1,25 milhão de barris por dia.

O resultado representa um crescimento de 18% em relação ao mesmo mês de 2025, indicando a expansão das vendas brasileiras ao mercado chinês.

O desempenho contrasta com o registrado pela Arábia Saudita, que sofreu uma forte redução nos embarques para o país asiático.

As importações chinesas de petróleo saudita somaram 2,70 milhões de toneladas em setembro, o equivalente a cerca de 660 mil barris diários.

Na comparação com setembro do ano passado, a queda foi de 62%, contribuindo para que o Brasil superasse o país do Oriente Médio no acumulado de 2026.

A diferença entre os desempenhos mostra uma mudança na composição dos fornecedores de petróleo da China, com maior participação brasileira e recuo das compras provenientes da Arábia Saudita.

Rússia mantém liderança no fornecimento de petróleo

Apesar do avanço brasileiro, a Rússia continua sendo a principal fornecedora de petróleo bruto para a China.

Em setembro, as importações chinesas do produto russo alcançaram 9,94 milhões de toneladas, volume equivalente a aproximadamente 2,42 milhões de barris por dia.

O resultado representa um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha registrado queda de 11% na comparação com agosto deste ano.

O Iraque também aparece entre os principais fornecedores do mercado chinês. Em setembro, o país exportou 4,84 milhões de toneladas de petróleo bruto para a China, o equivalente a cerca de 1,18 milhão de barris diários.

O volume iraquiano caiu 19% em relação ao mesmo mês do ano passado, mas apresentou uma recuperação expressiva de 248% na comparação com agosto.

China não registra compras de petróleo dos Estados Unidos

Os dados alfandegários também mostram que a China não registrou importações de petróleo bruto dos Estados Unidos, da Venezuela ou do Irã em setembro.

A ausência de compras desses três países repete o cenário observado no mesmo mês de 2025, de acordo com as estatísticas oficiais chinesas.

Nesse contexto, o avanço brasileiro ganha relevância em um mercado marcado pela presença de grandes produtores internacionais e por mudanças nos volumes adquiridos de diferentes fornecedores.

Ao superar a Arábia Saudita no acumulado do ano, o Brasil amplia seu espaço no comércio internacional de petróleo e fortalece sua posição como parceiro comercial da China, que já figura entre os principais destinos das exportações brasileiras.


Evento Online


Evento Online


Informações em primeira mão! Siga o canal do ICL Notícias no WhatsApp


Acesso total a mais de 300 cursos, materiais e séries! Seja Membro ICL


Siga e acompanhe as atualizações do ICL Notícias também pelo Google News

BrasilChina

Relacionados


Brasil reduz trabalho infantil; queda é mais intensa em lares que recebem Bolsa Família

crianças e adolescentes

Brasil reduz trabalho infantil; queda é mais intensa em lares que recebem Bolsa Família

País não alcançou meta de erradicação prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU


O Brasil é bonito demais para ser o país do ódio

COLUNA – PAULO MOTORYN

O Brasil é bonito demais para ser o país do ódio

A onda de manifestações pró-Lula mostra que o Brasil é maior do que o bolsonarismo.


Com tanto pra se fazer, com tanto pra se salvar

coluna – lindener pareto

Com tanto pra se fazer, com tanto pra se salvar

Vitoriosas ou derrotadas no dia 25, as forças da democracia social apenas começaram sua batalha nestes tempos fraturados, nesta nova era dos extremos

Carregar Comentários

Fonte: ICL Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *