Brasil precisa seguir crescendo com Lula, diz André Ceciliano

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – Em participação no programa Denise Assis Convida, transmitido pela TV 247, o deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e ex-secretário nacional de Assuntos Federativos, fez uma análise contundente do cenário político nacional e fluminense. Com o olhar voltado para o segundo turno da disputa presidencial, Ceciliano enfatizou que a tarefa prioritária do campo progressista é romper bolhas, disputar a consciência do eleitor nas ruas e nas redes e demonstrar que a continuidade das conquistas populares passa obrigatoriamente pela permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O que nós precisamos fazer agora é conversar com as pessoas, disputar voto a voto e falar a verdade. O Brasil precisa continuar a crescer, e isso só é possível com Lula”, declarou Ceciliano.

Furar a bolha e falar ao bolso do trabalhador

Para Ceciliano, o resultado do primeiro turno deixou lições claras sobre a dinâmica da comunicação política contemporânea. Ele destacou que a influência eleitoral migrou decisivamente para as redes sociais, onde a proliferação deliberada de notícias falsas tem sido utilizada pela extrema-direita para confundir a população trabalhadora.

O parlamentar defendeu que a campanha precisa focar em temas concretos da vida cotidiana, dialogando diretamente com as aflições do consumidor comum:

  • Custo de vida e supermercado: Ceciliano frisou que, embora o debate sobre soberania nacional e transição energética seja relevante, o eleitorado precisa ser lembrado das conquistas no poder de compra, da queda no preço dos alimentos básicos (como óleo de cozinha, leite e carne) e do controle da inflação energética via subsídios ao diesel e à gasolina.
  • Segmento 60+: O deputado acendeu um sinal de alerta para a faixa da população com mais de 60 anos — que soma cerca de 37 milhões de brasileiros. Ceciliano apontou que os planos da oposição envolvem a desvinculação dos reajustes de aposentadorias do salário mínimo e cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de ameaças a programas como o Farmácia Popular.
  • Juventude e educação: Em contrapartida, Ceciliano celebrou a mobilização dos estudantes nas ruas e nas plataformas digitais, impulsionada por programas que transformaram o ensino público, como o Pé-de-Meia, e pela expansão das vagas nas universidades federais.

O embate econômico: ajuste fiscal contra o povo versus investimento social

Ao comentar o debate sobre contas públicas e as pressões do mercado financeiro, André Ceciliano criticou a cartilha fiscalista que propõe zerar investimentos em saúde e educação em nome de um corte indiscriminado de gastos.

“O mercado exige ajuste duro, mas convivemos com um juro real na casa dos 10% ao ano. Se o país não crescer a taxas expressivas, a dívida não cede. Não adianta prometer corte de impostos para os mais ricos e, ao mesmo tempo, retirar o piso constitucional da saúde e da educação. O governo Lula provou que a responsabilidade fiscal se faz com inclusão social e tributação do topo da pirâmide, como vimos na isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil”, pontuou.

Ele relembrou ainda a retomada histórica de programas habitacionais, ressaltando que, sob a gestão Lula, foram contratadas 3 milhões de novas unidades pelo Minha Casa, Minha Vida, em contraste absoluto com a paralisia do governo anterior na área de habitação popular.

O Rio de Janeiro e a reindustrialização naval

No âmbito regional, Ceciliano destacou a importância estratégica do alinhamento entre o governo federal e o estado do Rio de Janeiro. Autor da proposta de emenda constitucional que criou o Fundo Soberano na Alerj — alimentado pelo excedente de royalties e participações especiais do petróleo —, ele lamentou o desvio de finalidade dos recursos ao longo dos últimos anos e defendeu um planejamento de Estado a longo prazo.

Entre as alavancas para a economia fluminense, Ceciliano destacou os investimentos articulados pela Petrobras e pelo BNDES:

  1. Retomada dos Estaleiros: O setor naval, que nos governos petistas chegou a gerar mais de 80 mil postos de trabalho e foi desmontado nos anos seguintes, volta a dar sinais de recuperação com encomendas de embarcações e a reativação de polos na Baía de Guanabara e em Angra dos Reis.
  2. Revitalização de Bacias Maduras: Projetos em campos maduros da Bacia de Campos (como Marlim e Albacora) e novos leilões do pré-sal que sustentam o pleno emprego em cidades como Macaé.
  3. Infraestrutura e Mobilidade: Grandes obras viárias, como a aguardada duplicação da Serra das Araras e melhorias nas marginais da Rodovia Presidente Dutra.

Segurança pública: superar a barbárie com inteligência e integração

Questionado sobre a centralidade do debate da segurança pública no Rio de Janeiro, Ceciliano rebateu as tentativas da oposição de transferir responsabilidades exclusivas à União e defendeu a proposta do governo Lula de instituir um verdadeiro “SUS da Segurança Pública”.

“A direita sempre apostou em uma política de ‘tiro, porrada e bomba’, aumento de penas e confronto indiscriminado nas comunidades. Essa fórmula nunca resolveu o problema da violência; só ceifou vidas. Mais de 50% do território do estado está sob controle territorial de milícias ou do tráfico. Para retomar essas áreas, precisamos de integração federativa, inteligência, asfixia financeira do crime organizado e valorização dos profissionais de segurança”, concluiu o deputado.

Ao encerrar a entrevista, Ceciliano conclamou a militância progressista, sindicatos e movimentos sociais a intensificarem o corpo a corpo nas periferias e baixadas até o dia da votação: “Recuar, nem para tomar impulso. Cada conversa conta, cada voto conta, e a vitória virá nas urnas”.

Fonte: Brasil 247

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