Brasil lidera ranking global de velocidade do 5G entre grandes países

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Por Aquiles Lins — Brasil 247

247 – O Brasil alcançou a liderança mundial em velocidade de download no 5G entre países de grande extensão territorial, segundo o 5G Global Mobile Network Experience Awards 2026. A Vivo ficou na primeira posição da categoria, enquanto Claro e TIM também aparecem entre as operadoras de destaque global.

O resultado foi divulgado nesta semana pela consultoria independente Opensignal e considera mercados com área superior a 200 mil quilômetros quadrados. O estudo utiliza dados coletados a partir da experiência real de usuários de redes móveis.

Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o desempenho brasileiro está relacionado à expansão da infraestrutura e ao aumento dos investimentos no setor.

“O Brasil está mostrando ao mundo que é possível combinar expansão da conectividade com qualidade e velocidade. Esse resultado é consequência de um ambiente construído para estimular investimentos, ampliar infraestrutura e levar o 5G para além dos grandes centros. O nosso desafio agora é continuar avançando para que essa qualidade também chegue cada vez mais às áreas rurais, às periferias e às regiões mais distantes do país. Estamos expandindo o 5G mais rapidamente do que é exigido pelo edital e vamos chegar a 2,2 mil cidades com esse sinal até o final deste ano”, afirmou.

Modelo do leilão priorizou expansão da rede

A implantação do 5G no país foi estruturada a partir de compromissos assumidos pelas empresas vencedoras do leilão de frequências. O modelo adotado priorizou investimentos em infraestrutura e cobertura, em vez de concentrar o processo apenas na arrecadação pela concessão do espectro.

As obrigações previstas incluem levar a tecnologia 5G às sedes dos municípios brasileiros, ampliar a cobertura de 4G em áreas rurais, instalar redes de fibra óptica e conectar escolas públicas.

Entre as metas estabelecidas estão a cobertura de 5.570 sedes municipais com 5G e o atendimento de 1.700 localidades que não são sedes de municípios.

O edital também prevê cobertura de 7.430 localidades com redes 4G ou superiores e a implantação de sinal ao longo de 35.784 quilômetros de rodovias federais pavimentadas.

Além disso, foram destinados R$ 3,1 bilhões a iniciativas de conectividade em escolas públicas. Desde 2024, a governança dos compromissos relacionados a esse segmento está sob responsabilidade do Ministério das Comunicações.

Infraestrutura abre espaço para novos serviços

O avanço da cobertura de alta capacidade amplia as possibilidades de uso da conectividade móvel em setores que dependem de transmissão rápida e estável de grandes volumes de dados.

Entre as áreas que podem se beneficiar estão agricultura de precisão, indústria 4.0, telemedicina, educação, digitalização de serviços públicos e aplicações baseadas em dispositivos conectados.

A posição obtida pelas operadoras brasileiras no levantamento internacional ocorre em um momento de continuidade dos investimentos no setor.

Em 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou um novo processo de licitação da faixa de 700 MHz. A previsão é de R$ 2 bilhões em investimentos direcionados à expansão da telefonia móvel e da internet em regiões ainda com cobertura insuficiente.

“O Governo do Brasil cria as condições, estabelece compromissos e vem acompanhando a expansão da infraestrutura. O nosso país precisa continuar investindo para que a conectividade seja cada vez mais rápida, segura e presente em todo o território nacional”, disse Frederico de Siqueira Filho.

Ranking considera experiência direta dos usuários

O levantamento da Opensignal utiliza bilhões de medições feitas a partir do uso cotidiano de redes móveis. Na edição de 2026, a consultoria analisou diferentes indicadores de qualidade da conexão.

Entre eles estão velocidade de download, experiência com vídeos e jogos, qualidade das chamadas de voz, confiabilidade das redes, cobertura e tempo de conexão efetiva ao 5G.

Apesar do avanço em velocidade, a expansão territorial segue como um dos principais desafios do setor. A estratégia oficial prevê ampliar a disponibilidade da tecnologia especialmente em localidades menores, áreas rurais, periferias e regiões onde o acesso à internet de alta capacidade ainda é restrito.

Fonte: Brasil 247

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