Boca Juniors x Vasco: prováveis escalações, onde assistir, retrospecto, arbitragem e palpite

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Por Esporte News Mundo — Carta Capital

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Boca Juniors e Vasco se enfrentam pela semifinal da Sul-Americana em meio a desfalques, sequência invicta dos argentinos e expectativa por um duelo equilibrado.

O confronto entre Boca Juniors e Vasco da Gama abre, nesta terça-feira (13), a disputa por um lugar na decisão da Copa Sul-Americana. O primeiro capítulo do duelo será disputado em La Bombonera, na Argentina, onde a equipe mandante chega embalada por uma sequência de 17 partidas sem derrotas. Do outro lado, o clube carioca tenta prolongar sua série positiva, embora o desempenho recente tenha deixado algumas dúvidas.

O Cruzmaltino acumula seis jogos consecutivos sem perder considerando todas as competições. Apesar do retrospecto favorável, o empate sem gols diante de sua torcida na última rodada do Campeonato Brasileiro não foi suficiente para transmitir segurança antes de um compromisso tão importante fora de casa.

Os torcedores poderão acompanhar o primeiro encontro entre argentinos e brasileiros pela televisão aberta, com exibição do SBT, e pelo serviço de streaming Paramount+. As duas plataformas fazem parte da distribuição dos direitos de transmissão da competição continental.

A expectativa é de uma partida exigente para o Vasco, principalmente pela força do adversário atuando em seus domínios. Sem uma de suas principais peças no meio-campo, o Boca deve apostar na intensidade física e na presença de seus atacantes para tentar construir uma vantagem antes da partida de volta.

Mesmo diante da pressão esperada em território argentino, o time carioca tem condições de buscar um resultado que mantenha a eliminatória aberta. A possibilidade de empate, inclusive com gols, aparece como uma alternativa diante do momento das duas equipes e da importância estratégica do confronto de ida.

Árbitro: Piero Maza

Assistentes: José Retamal e Carlos Poblete

Quarto árbitro: Mathías Riquelme

VAR: José Cabero

Embora o primeiro duelo ainda não tenha sido realizado, a definição do local da partida de volta já provoca discussões nos bastidores. O Vasco enfrenta uma disputa judicial com o consórcio responsável pela administração do Maracanã, ligado a Flamengo e Fluminense, e a situação pode continuar sem uma solução até o dia 20.

A indefinição em torno do estádio acrescenta um elemento de incerteza à preparação para o segundo jogo. Por enquanto, porém, a prioridade das equipes está concentrada no compromisso desta terça-feira, que poderá influenciar diretamente a estratégia adotada na sequência da disputa.

O time argentino atravessa uma fase consistente e ampliou sua sequência invicta para 17 partidas. Em seu compromisso mais recente pelo campeonato nacional, a equipe enfrentou o Instituto de Córdoba, que ocupa a liderança de seu grupo, e terminou o confronto com um empate por 2 a 2 no Estádio Presidente Perón.

O Boca precisou reagir durante a partida e contou com dois jogadores conhecidos do público brasileiro para evitar a derrota. Enner Valencia, com passagem pelo Internacional, marcou o gol de empate aos 23 minutos. Mais tarde, Merentiel, ex-atacante do Palmeiras, balançou as redes novamente e estabeleceu o resultado definitivo.

Apesar de ter somado um ponto, o clube de Buenos Aires não conseguiu diminuir significativamente a distância para o adversário na classificação. O Instituto preservou uma vantagem de cinco pontos, enquanto os Xeneizes permanecem na terceira colocação.

Na Copa Sul-Americana, a equipe também vem de uma classificação importante diante de um adversário brasileiro. Depois de conquistar uma vitória em La Bombonera, o Boca empatou com o São Paulo no Morumbis e garantiu a passagem para a semifinal. A classificação foi acompanhada por um grande público, com mais de 55 mil torcedores presentes no confronto decisivo.

Agora, a equipe comandada por Rodolfo Arruabarrena pretende aproveitar novamente o apoio de sua torcida para construir uma vantagem diante do Vasco. A sequência sem derrotas aumenta a confiança dos argentinos, que buscam transformar o bom momento em um resultado positivo na abertura da eliminatória.

O clube carioca chega à semifinal em um momento de evolução desde a chegada do treinador português Pedro Emanuel. Ao longo das últimas partidas, a equipe direcionou parte de suas atenções ao Campeonato Brasileiro, o que fez com que a competição continental dividisse espaço com as necessidades do torneio nacional.

Mesmo com essa prioridade, o Vasco conseguiu avançar na Sul-Americana e alcançou a fase semifinal com uma campanha consistente. O time permanece há sete partidas sem perder no torneio e demonstrou capacidade para competir nos confrontos eliminatórios, inclusive quando utilizou formações com menos jogadores considerados titulares.

Um dos pontos positivos da equipe está na produção ofensiva. O Cruzmaltino registra uma média de 3,3 grandes oportunidades criadas por partida, indicador que demonstra a capacidade de construir chances mesmo em jogos de maior dificuldade.

No cenário nacional, entretanto, a situação ainda exige atenção. Embora tenha apresentado melhora em determinados momentos da temporada, o Vasco continua ameaçado pela possibilidade de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

O resultado mais recente aumentou a necessidade de uma resposta em campo. Jogando em São Januário, a equipe não conseguiu superar o Remo e ficou no 0 a 0. A atuação pouco inspirada impediu que o time aproveitasse o mando de campo para conquistar três pontos e chegar à Argentina com uma demonstração mais convincente de força.

Diante do Boca, o desafio será equilibrar a necessidade de competir pela classificação continental com a responsabilidade de administrar o desgaste físico e emocional dos jogadores. Um resultado favorável fora de casa poderá representar um passo importante para decidir a vaga diante de sua torcida.

HISTÓRICO DO CONFRONTO FAVORECE OS ARGENTINOS

O retrospecto entre Boca Juniors e Vasco também chama a atenção antes da semifinal. Considerando partidas oficiais e amistosos, os clubes já se enfrentaram em 14 oportunidades, e o time brasileiro conseguiu vencer apenas uma vez.

O único triunfo vascaíno aconteceu em 1951, justamente no Maracanã, estádio que voltou ao centro das atenções por causa da disputa envolvendo a realização da partida de volta.

O histórico representa mais um desafio para o Cruzmaltino, que tentará melhorar seus números diante de um adversário tradicional do futebol sul-americano. Ainda assim, os encontros anteriores não determinam o resultado da atual eliminatória, que será decidida a partir do desempenho das equipes nos dois jogos.

Boca Juniors

A principal ausência do lado argentino é Leandro Paredes. O volante sofreu uma lesão muscular de grau dois na região posterior da coxa direita, conhecida como isquiotibiais, e a expectativa é de que também fique fora do confronto de volta.

Além dele, Alán Velasco, que apresenta um edema muscular, e Tomás Belmonte, que enfrenta problemas no menisco, também aparecem como baixas importantes e têm poucas chances de integrar a lista de relacionados para a partida.

As ausências representam um obstáculo para a comissão técnica, especialmente pela importância dos jogadores na composição do elenco. Sem Paredes, o Boca precisará encontrar alternativas para manter o equilíbrio entre a marcação, a saída de bola e a construção das jogadas ofensivas.

Apesar dos problemas físicos, o setor de ataque oferece motivos para otimismo. Enner Valencia chega ao confronto com cinco participações em gols nas últimas cinco partidas, considerando todas as competições, e aparece como uma das principais ameaças para a defesa vascaína.

Merentiel também pode ser decisivo. O atacante marcou três gols em seus sete compromissos mais recentes e surge como outra opção capaz de aproveitar as oportunidades criadas pela equipe argentina.

A presença dos dois jogadores aumenta o poder de finalização do Boca e exige atenção especial da defesa comandada por Léo Jardim. Em La Bombonera, conter a pressão inicial dos mandantes poderá ser determinante para que o Vasco consiga desenvolver seu próprio jogo.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Montero; Braida, Di Lollo, Marco Pellegrino (Figal) e Lautaro Blanco; Alarcón (Battaglia), Milton Delgado e Carlos Palacios; Villa, Romero (Flores) e Enner Valencia. Técnico: Rodolfo Arruabarrena.

Vasco

Pelo lado vascaíno, o departamento médico apresenta um cenário mais favorável em comparação com períodos anteriores da temporada. Mateus Carvalho é o único atleta que permanece em processo efetivo de transição física, mas sua presença entre os relacionados para terça-feira não é esperada.

Outros três jogadores ainda são tratados como dúvidas: Brenner, Cuesta e Bruno Duarte. A situação dos atletas deverá influenciar as decisões da comissão técnica na definição da equipe que entrará em campo na Argentina.

No setor ofensivo, Spinelli aparece como uma alternativa para começar a partida entre os titulares. O jogador soma três gols em dez participações na Copa Sul-Americana, sendo sete delas como titular, números que o colocam entre as opções disponíveis para tentar surpreender a defesa adversária.

Na lateral esquerda, Cuiabano deve recuperar a posição entre os titulares. A possível mudança pode ajudar a reorganizar o setor defensivo e oferecer mais uma alternativa de apoio pelas laterais, dependendo da estratégia escolhida para enfrentar a equipe argentina.

Com dúvidas no elenco e a necessidade de preservar o equilíbrio entre defesa e ataque, Pedro Emanuel terá de avaliar cuidadosamente a formação inicial. Diante de um adversário que atravessa uma sequência expressiva sem derrotas, evitar erros defensivos e aproveitar as oportunidades criadas serão fatores fundamentais para o Vasco.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO: Léo Jardim; Puma rodríguez, Saldívia, Robert Renan e Cuiabano; Sosa, Thiago Mendes e Lescano; Andrés Gómez, Spinelli e Colidio. Técnico: Pedro Emanuel.

Giovanna Astolfi, setorista do Vasco pelo Portal ENM: “O Boca Juniors tem o fator casa e o momento recente a seu favor, mas as ausências no elenco podem dificultar a tarefa diante de um Vasco que chega à semifinal com uma sequência positiva na competição continental. O time carioca, por sua vez, precisará demonstrar mais consistência do que apresentou no empate contra o Remo para suportar a pressão dos argentinos e encontrar espaços no ataque.”

Palpite: Boca Juniors 1 X 1 Vasco


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Fonte: Carta Capital

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