BNDES e Conab planejam modernização dos hortomercados do Rio
Por Brasil 247 — Brasil 247
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) assinaram um acordo de cooperação técnica para elaborar o planejamento preliminar de valorização imobiliária dos hortomercados do Humaitá e do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A iniciativa busca estudar alternativas para revitalizar e modernizar os dois espaços sem alterar sua função social, com preservação da vocação de comercialização de alimentos e incentivo à agricultura familiar. Administrados pela Conab, os hortomercados foram implantados na década de 1970 no contexto da política federal de abastecimento alimentar urbano.
Os locais, conhecidos popularmente como Cobal em referência à extinta Companhia Brasileira de Alimentos, abrigam dezenas de comerciantes, além de bares e restaurantes, e são frequentados por moradores e visitantes.
Segundo o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, o banco deverá analisar possibilidades de valorização e aproveitamento dos imóveis, incluindo usos que possam gerar receitas para a Conab e manter a função pública dos espaços. Ele afirmou que eventuais alternativas serão avaliadas com consulta pública e submetidas a órgãos de controle.
A ministra Fernanda Machiaveli afirmou que o acordo busca melhorar o aproveitamento dos imóveis para ampliar a oferta de alimentos saudáveis e facilitar o acesso de agricultores familiares aos mercados consumidores da cidade.
Estudos terão prazo inicial de 18 meses
O acordo terá vigência de 18 meses, com possibilidade de prorrogação por até 60 meses. Não haverá repasse de recursos financeiros entre as instituições. O BNDES fará a análise preliminar dos imóveis e apresentará alternativas e diretrizes para futuros estudos técnicos, enquanto a Conab fornecerá dados e documentos.
A avaliação deverá considerar aspectos técnicos, jurídicos, fundiários, patrimoniais e institucionais. O escopo também prevê consultas a interlocutores de mercado, identificação de condicionantes e diagnósticos para subsidiar decisões futuras do poder público.
O presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, afirmou que a modelagem deverá buscar a recuperação dos hortomercados e o uso de áreas hoje ociosas, conciliando abastecimento, agricultura familiar, gastronomia, cultura e lazer.
Com informações da BNDES
Fonte: Brasil 247