BNDES aprova R$ 250 milhões para Belterra recuperar 4 mil hectares

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Por Brasil 247 — Brasil 247

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 250 milhões do Fundo Clima para a Belterra implantar 4 mil hectares de sistemas agroflorestais em áreas degradadas da Amazônia. O projeto prevê investimento total de R$ 302 milhões e será executado principalmente no Pará, com atuação também em Mato Grosso.

A iniciativa será conduzida pela Restaura Amazônia SPE S.A., empresa do Grupo Belterra, e combina a recuperação ambiental com a produção de cacau e outras culturas. A previsão é plantar cerca de 4,72 milhões de mudas, incluindo espécies nativas amazônicas, com conclusão prevista para 2031.

Segundo as estimativas apresentadas na análise do financiamento, o projeto poderá remover cerca de 337 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente. As áreas de implantação incluem as regiões da Transamazônica e de Carajás, no Pará, e Alta Floresta, no norte de Mato Grosso.

Sistemas agroflorestais e empregos

Os sistemas agroflorestais combinarão cacau, principal atividade comercial do projeto, com espécies como açaí, castanheira, andiroba, ingá, ipê, jatobá e paricá, além de culturas de ciclo curto, como banana e mandioca. Ao todo, estão previstas 25 espécies nativas.

O projeto busca substituir pastagens degradadas e lavouras de baixa produtividade por áreas com cobertura arbórea e produção agrícola. A expectativa é que a produção de cacau supere 12 mil toneladas por ano após a implantação dos sistemas.

De acordo com o BNDES, o número de postos de trabalho diretos e de prestadores de serviços vinculados às operações deverá passar de 360 para aproximadamente 750 durante a implantação, chegando a cerca de 960 após a conclusão. As atividades envolvem preparo do solo, produção de mudas, plantio, manejo, colheita e processamento do cacau.

Parceria com produtores

A Belterra prevê parcerias com proprietários rurais de áreas degradadas ou de baixa produtividade. A empresa informa que assumirá os investimentos iniciais, como mudas, insumos, assistência técnica e mão de obra, sem aporte financeiro dos produtores parceiros.

Os contratos poderão ser estruturados como arrendamento ou parceria rural. Neste último modelo, os produtores receberão remuneração fixa nos três primeiros anos e, após o início da produção comercial de cacau, uma parcela da produção. O projeto também prevê capacitação, apoio à comercialização, aquisição de sementes e mudas de associações locais e ações de regularização documental e certificação.

A operação será financiada pela modalidade Florestas Nativas e Recursos Hídricos do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e operado pelo BNDES. O prazo previsto é de 15 anos, incluindo cinco anos de carência.

O projeto integra o Arco da Restauração, iniciativa conduzida pelo BNDES em parceria com o ministério para recuperar áreas degradadas na região historicamente mais desmatada da Amazônia. A estratégia tem meta de restaurar 6 milhões de hectares até 2030 e 24 milhões de hectares até 2050.

Esta é a segunda operação do Fundo Clima com o Grupo Belterra. Em 2025, o BNDES contratou R$ 100 milhões para apoiar a implantação de 2.750 hectares de sistemas agroflorestais em áreas degradadas no Pará, Bahia, Mato Grosso e Rondônia.

Com informações da BNDES

Fonte: Brasil 247

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