Ben Shelton é 1º negro dos EUA em uma final do US Open desde Arthur Ashe

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Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – Ben Shelton escreveu um novo capítulo na história do tênis dos Estados Unidos ao garantir uma vaga na final do US Open. Aos 23 anos, ele se tornou o primeiro homem afro-americano do país a alcançar a decisão do torneio desde Arthur Ashe.

Shelton confirmou a classificação ao derrotar o compatriota Frances Tiafoe em quatro sets, com parciais de 4-6, 6-3, 6-3 e 7-5. Antes, o estadunidense havia eliminado o então campeão Carlos Alcaraz em uma batalha de cinco sets.

A campanha coloca Shelton diante da maior oportunidade de sua carreira. Na decisão, ele enfrentará o alemão Alexander Zverev e tentará devolver aos Estados Unidos um título de Grand Slam no masculino depois de um longo período sem conquistas.

“Vamos fazer isto pelos EUA”

Depois da vitória sobre Tiafoe, Shelton aproveitou a entrevista no Arthur Ashe Stadium para convocar o público de Nova York a apoiá-lo na decisão.

“Vou precisar de vocês no domingo. Estou a dar tudo aqui. Vou deixar tudo em campo. Espero que vocês venham apoiar-me. Vamos fazer isto pelos EUA”, afirmou.

A classificação também coloca Shelton em um grupo bastante restrito de tenistas norte-americanos que conseguiram alcançar a final em Flushing Meadows nos últimos anos. Desde 2010, apenas Taylor Fritz havia disputado a decisão entre os homens dos Estados Unidos. Fritz chegou à final de 2024, mas acabou derrotado por Jannik Sinner.

Shelton agora terá a oportunidade de ir além. Caso conquiste o troféu, encerrará um prolongado jejum do tênis masculino norte-americano em torneios de Grand Slam. O último representante do país a levantar um dos quatro principais troféus do circuito foi Andy Roddick, campeão do próprio US Open em 2003.

Família ganha homenagem após classificação

O significado da classificação, porém, foi além das estatísticas para Shelton. Após garantir a vaga na final, o americano ressaltou os sacrifícios feitos por sua família para permitir que ele construísse uma carreira no tênis.

Seu pai, Bryan Shelton, também foi tenista profissional e conquistou dois títulos de simples durante a carreira. Sua mãe, Lisa Witsken Shelton, destacou-se no tênis juvenil.

Shelton dedicou atenção especial à memória da avó paterna, que morreu neste ano e teve papel fundamental na trajetória esportiva da família.

“É muita emoção. A minha mãe e o meu pai sacrificaram muito para eu estar nesta posição hoje. O meu pai perdeu a mãe mais cedo este ano. Ela é a razão pela qual ele pôde jogar ténis. Sem ela, não estaria aqui hoje. Este é para ela”, declarou.

A homenagem evidencia a ligação de Shelton com uma família profundamente relacionada ao esporte. Bryan Shelton, além da experiência como jogador profissional, participou diretamente do desenvolvimento da carreira do filho.

Shelton também lembra vítimas do 11 de Setembro

Durante sua manifestação em quadra, Shelton também fez referência aos ataques de 11 de setembro e prestou solidariedade às famílias das vítimas da tragédia ocorrida em Nova York.

“Um último ponto, é um dia difícil para estar aqui a jogar. Os meus pensamentos e orações vão para todas as famílias afetadas pelos acontecimentos de 9/11. Esta é uma das maiores cidades do mundo e uma das maiores tragédias. Pensamentos e orações para todos os envolvidos e afetados”, disse.

A declaração ocorreu diante do público do Arthur Ashe Stadium, principal quadra do complexo onde é disputado o US Open.

Salto no ranking e chance de título

Independentemente do resultado da final, a campanha em Nova York já terá impacto direto na posição de Shelton no circuito profissional. O norte-americano alcançará o quarto lugar do ranking da ATP, a melhor colocação de sua carreira.

A ascensão consolida o jogador de 23 anos entre os principais nomes da nova geração do tênis masculino e acrescenta peso à campanha construída em Flushing Meadows.

Fonte: Brasil 247

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