Bancos centrais do Brasil e da Europa iniciam estudo para integrar Pix e Tips
Por Rodrigo Martins — Carta Capital
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BC e BCE avaliam aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e de negócio para conectar os sistemas de pagamentos instantâneos das duas regiões
O Banco Central do Brasil e o Banco Central Europeu (BCE) deram início nesta quinta-feira (24) a um estudo de viabilidade para interligar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, ao Target Instant Payment Settlement (Tips), serviço de liquidação de pagamentos instantâneos do Eurosistema. A informação foi divulgada pelo BC em nota.
De acordo com a autoridade monetária brasileira, a análise vai abranger aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e de negócio. O objetivo declarado é reduzir custos, tornar as transações mais ágeis e ampliar o acesso aos dois sistemas.
O estudo busca verificar se a conexão entre as plataformas é viável em diferentes frentes. No campo técnico, a avaliação envolve a compatibilidade entre as infraestruturas que processam as transações. Na esfera operacional, o foco recai sobre o funcionamento do fluxo de pagamentos entre os dois sistemas.
Já os aspectos jurídicos consideram a adequação das operações às normas vigentes no Brasil e na zona do euro. A dimensão de negócio, por sua vez, examina o potencial de uso da integração por instituições financeiras e usuários finais.
O Pix é operado pelo Banco Central do Brasil desde novembro de 2020 e se consolidou como o principal meio de pagamento instantâneo no País. O Tips funciona no âmbito do Eurosistema, conjunto formado pelo BCE e pelos bancos centrais nacionais dos Estados-membros da União Europeia que adotaram o euro.
A iniciativa entre as duas autoridades monetárias ocorre em um contexto de expansão dos sistemas de pagamentos instantâneos em diferentes regiões. A conexão entre plataformas de países distintos é tema de discussão em fóruns internacionais de regulação financeira.
Segundo o Banco Central brasileiro, a nota que anuncia o início dos trabalhos não detalha prazos para a conclusão do estudo nem um cronograma de implementação caso a viabilidade seja confirmada.
Com informações da Agência Brasil.
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Fonte: Carta Capital