Avisa seu candidato: mais prisões não significam mais segurança

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O Massacre do Carandiru, ocorrido em 2 de outubro de 1992, deixou uma marca indelével na história do sistema prisional brasileiro. Naquele dia, Maurício Monteiro, um dos sobreviventes, viveu momentos de terror enquanto policiais militares invadiam o pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, onde mais de 6.000 detentos estavam confinados em um espaço projetado para 3.350. A operação, liderada pelo comandante da Polícia Militar, resultou em um número alarmante de mortos, com cerca de 70% dos disparos atingindo regiões vitais das vítimas, a maioria delas aguardando julgamento. O massacre ocorreu na véspera das eleições municipais, e o governo divulgou os dados apenas minutos antes do fechamento das urnas, levantando questões sobre a transparência e a responsabilidade do Estado em relação à violência no sistema prisional.

Fonte: Amazônia Real

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