Avaliação negativa do governo Lula é de 39%, e positiva, de 36%, mostra Datafolha

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Publicado em 22 de Outubro de 2026 às 20:12

Agência Folha Press

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SÃO PAULO, SP – Ao fim da campanha na qual pretende ganhar um inédito quarto mandato de presidente do Brasil, Lula (PT) registra uma avaliação negativa de seu governo por parte de 39% dos eleitores. Já 36% dizem considerar a gestão boa ou ótima, enquanto 24% a declaram regular.  Em relação à imagem pessoal do mandatário, 48% desaprovam o petista, e 49% o aprovam.

O Datafolha aferiu os dados em sua mais recente pesquisa neste segundo turno, realizada com 2.520 entrevistados de terça-feira (20) a quinta-feira (22). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O trabalho do instituto foi encomendado pela Folha e pela TV Globo, e tem registro sob o código BR-09709/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

Há uma semana, a taxa de quem considerava o governo ruim ou péssimo era de 41%, ante 35% que o avaliavam de forma positiva e 23%, regular. Desaprovavam Lula 50%, enquanto 48% diziam o contrário.

O petista tem lutado contra os piores índices de avaliação nos seus três mandatos à frente do Planalto, e volta e meia se queixa de que considera a atual sua melhor passagem pela Presidência.

Com a subida gradual do rival Flávio Bolsonaro (PL) no final da campanha de primeiro turno, o presidente acelerou a abertura da caixa de bondades eleitorais. Segundo cálculo feito pela Folha, elas já atingiram quase R$ 290 bilhões, neste ano e em 2027, em impacto, algo que pressiona a já frágil situação fiscal do país.

Só neste segundo turno, Lula anunciou aumento de programa para estudantes, antecipou o pagamento de parcelas do recém-reajustado Bolsa Família, divulgou pacote para microempreendedores individuais e zerou as contribuições federais sobre combustíveis.

Além disso, obteve uma importante vitória política ao ver aprovada, na semana passada, a mudança constitucional que trocou a escala 6×1 pela 5×2 em dias trabalhados. O tema, ainda que seja controverso dadas as particularidades de diversos setores, é amplamente aprovado pela população.

Em relação à sua imagem pessoal, ele também a expôs no primeiro debate direto com Flávio, realizado na Band no domingo (18). A discussão foi em tom altamente agressivo, com o senador pelo Rio buscando incomodar fisicamente o presidente, sendo pontuada por trocas de acusações e pouca discussão programática.

Esse confronto pode afastar parte dos eleitores que consideram o presidente regular, grupo que, em certa medida, pode reunir indecisos no dia da votação, 

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