As impressões de um dos maiores bancos do mundo sobre o 2º turno das eleições
Por Antonio Temóteo — Reportagem – PlatôBR

A disputa pela Presidência da República chegou à reta final mais apertada do que o mercado previa logo após o primeiro turno. Em um relatório distribuído aos clientes, o Goldman Sachs, um dos maiores bancos do mundo, ressalta que a próxima semana será decisiva para o resultado da votação, em 25 de outubro.
A instituição financeira lembra, no documento, que as primeiras pesquisas do segundo turno davam a Flávio Bolsonaro, do PL, uma vantagem numérica de quatro a cinco pontos sobre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. E destaca que, agora, os principais institutos mostram uma diferença de até dois pontos.
Para o banco americano, o aperto se explica pela ofensiva eleitoral do governo e do PT. A campanha de Lula intensificou a atuação nas redes e passou a mirar os 33,5 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno. O relatório observa que o petista anunciou programas de crédito subsidiado, renegociação de dívidas e transferência de renda, com alto custo fiscal, além de aprovar no Congresso a redução da jornada de trabalho. Além disso, diz que houve reforço no discurso de que uma vitória de Flávio levaria a cortes em programas sociais, mensagem que, segundo o banco, funcionou em eleições anteriores.
Com a disputa tão equilibrada, o banco considera cruciais os debates de TV, a começar pelo da Band, neste domingo, 18. A organização no dia da votação e a capacidade de cada campanha de levar seus eleitores às urnas também devem pesar no resultado, pontua o documento.
Fonte: Reportagem – PlatôBR