As cinco derrotas de Euclério no ES (mesmo sem ele ter concorrido)

0

A Gazeta

Redes Sociais

Esqueci minha senha

Acesse aqui

Acesse aqui

Publicado em 05 de Outubro de 2026 às 02:00

Públicado em 

Colunista

[email protected]

Euclério Sampaio (MDB), merecidamente, batia no peito e, com muito orgulho, proclamava que foi um dos prefeitos com maior votação proporcional do Brasil, na disputa pela reeleição à Prefeitura de Cariacica, em 2024. Dois anos depois, o sabor amargo da derrota veio em dose quíntupla. Pelo menos.

Considerado o “general” da candidatura de Ricardo Ferraço (MDB), o prefeito de Cariacica viu o adversário (Lorenzo Pazolini) obter uma robusta votação no primeiro turno para a corrida ao Palácio Anchieta, faltando poucos décimos para vencer sem necessidade de uma segunda disputa, marcada para 25 de outubro.

Em Cariacica, o republicano obteve mais de 45% dos votos nas urnas, ante pouco mais de 30% de Ricardo Ferraço. E um dos maiores adversários de Euclério, o petista Hélder Salomão, amealhou 23% dos votos.

Outro revés do prefeito cariaciquense foi a derrota do deputado federal Messias Donato (União Brasil), que desta vez teve que se contentar apenas com a suplência. O pupilo de Euclério conseguiu pouco mais de 33 mil votos. Pouco que é pouco, de fato.

Na esfera estadual, mais uma derrota dolorosa para Euclério: o deputado Denninho Silva (União Brasil), a quem o prefeito trata como sobrinho, também foi mal nas urnas e não conseguiu uma vaga para a próxima legislatura na Assembleia Legislativa. Com 19.372 votos, Denninho não renovou seu mandato.

Além desses três reveses diretos, Euclério também teve que amargar a vitória da vereadora Açucena, que se elegeu deputada estadual pelo PT. A parlamentar é a única oposicionista do prefeito na Câmara cariaciquense – e sempre sofreu muito por isso.

E para completar a sequência de insucessos, recentemente o prefeito, tomado pela ira,  acusou seu ex-líder na Câmara Municipal, César Lucas, de traição à cidade por este ter apoiado Pazolini. O vereador, como se viu, riu por último.

Resta a Euclério torcer para que Ferraço, seu candidato a governador, consiga o que parece ser improvável, vire o jogo e derrote Pazolini no segundo turno. Porque a última coisa que Cariacica quer é um prefeito que não se relacione bem com o governador do Estado. E agora, Euclério?

Sérgio Meneguelli (PSD) tem mais seguidores que eleitores.

O eleitor capixaba não gosta de reeleger senadores. Foi assim em 2018 e 2022.

O voto, no Brasil, já é facultativo. É só dar uma olhada nos altos índices de abstenção.

Além da esquerda, o STF é o grande derrotado nas eleições 2026.

O histriônico Armandinho Fontoura (PL) teve apenas 6.318 votos para estadual.

Com a vitória de Marcelo Santos (União Brasil) para a Câmara dos Deputados, começa a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa na próxima legislatura.

Muita gente ficou sabendo neste domingo que Rodney Miranda (PRTB), o ex-todo-poderoso secretário de Segurança Pública do ES, concorreu nestas eleições. Sim, a uma vaga no Senado. Teve 2.261 votos (0,62%). Não dá pra eleger um síndico em certos condomínios residenciais.

Uma tradição que acabou nestas eleições (ainda bem). Nas imediações do Colégio São José, no Centro de Vila Velha, não foram mais vistos os tradicionais santinhos de candidato que emporcalhavam calçadas e ruas no entorno.

Neste tradicional colégio de freiras católicas, era muito comum políticos de expressão no Estado abordarem eleitores no caminho das seções eleitorais. Os ex-governadores Max Mauro e Elcio Alvares, por exemplo, eram presença certa no local.

Teve eleitor que reclamou de ter ficado mais de duas horas na fila em seções da Escola Elzira Vivacqua, em Jardim Camburi, Vitória. Até a fila da prioridade, aquela dos nossos idosos queridos e que fazem questão de votar, estava grande.

O discretíssimo presidente do TRE-ES, desembargador Namyr Carlos de Souza Filho, falou neste domingo. O doutor fez uma pequena saudação a integrantes das forças de segurança em visita institucional ao Centro de Comando e Controle da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Ricardo Ferraço foi votar em uma escola da Praia do Canto, após participar de uma missa. A lista de pedidos aos Céus foi grande, segundo consta.

Por falar no governador, ele não quis comentar o resultado eleitoral do primeiro turno e preferiu divulgar apenas uma nota melancólica sobre o pleito. Agora tem 20 dias para recuperar o ânimo – e os votos perdidos, é claro.

Em uma distribuidora de bebidas de Bento Ferreira, em Vitória, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) conviviam harmonicamente. Apesar das camisas e orientações diferentes, havia em comum a cerveja gelada.

Falando em cerveja, em Jardim Camburi, um eleitor com a camisa com as cores do Brasil estava bem “empolgado” com uma cerveja que tinha uma estrela vermelha. Teve de deixar a bebida de lado para poder votar. Parece que conseguiu (hic!).

Anotou a placa?

Veja Também 

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Tópicos Relacionados

Notou
alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a
corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua
mensagem

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Privacidade e segurança

Privacidade e segurança

© 1996 – 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fonte: A Gazeta

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *