Após TSE barrar Marçal, PRTB terá Leonardo Avalanche como candidato à Presidência

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Por Wendal CarmoCarta Capital

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O ex-coach não comprovou sua filiação ao PRTB até abril deste ano

O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, anunciou nesta terça-feira 15 que substituirá o ex-coach Pablo Marçal na corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Lançado na disputa em agosto, Marçal está inelegível até 2032 e teve seu registro indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral na semana passada.

Em nota, Avalanche informou ter oficializado a troca na segunda-feira, último dia para mudanças na chapa, segundo a legislação eleitoral. A candidatura do dirigente partidário aparece no sistema do TSE com o status “aguardando julgamento”. Já a de Marçal está sinalizada como “indeferida”.

Até então, o presidente do PRTB concorria como vice. Agora, a candidata a vice-presidente é Silvia Hellen da Silva Pereira. “Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa. Tentamos de todas as formas possíveis, mas o sistema inteiro se colocou contra nós. Como o nome dele não foi aprovado, vamos seguir o projeto com o meu nome, carregando tudo aquilo que sempre defendemos, lado a lado, até o fim dessa disputa”, diz Avalanche.

De acordo com o entendimento do TSE, o ex-coach não comprovou sua filiação ao PRTB até abril deste ano, prazo limite para que Marçal pudesse concorrer. À época, ele estava nas fileiras do União Brasil e registrou sua candidatura à Presidência com base em liminar do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que reconheceu o ingresso na sigla chefiada por Avalanche de forma retroativa.

Além disso, o empresário também teve seus direitos políticos suspensos por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

Leonardo Avalanche está no comando do PRTB desde 2024, tem 48 anos e declarou patrimônio de 495 milhões de reais à Justiça Eleitoral, sendo que 491 milhões em criptomoedas. Em 2018, quando concorreu a deputado federal por Goiás pelo Podemos, disse ter 379,8 mil reias em bens — ele não foi eleito naquele pleito. O dirigente também é réu na Justiça de SP pelos supostos crimes de associação criminosa, violência política de gênero e inserção de dados falsos em sistemas públicos.


Wendal Carmo

Repórter do site de CartaCapital no Nordeste

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Fonte: Carta Capital

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