Após professora de 79 anos ser atacada com garrafa em Goiânia, sindicato repudia violência e cobra punição; vídeo

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Por João Paulo Alexandre — Jornal Opção

Após professora de 79 anos ser atacada com garrafa em Goiânia, sindicato repudia violência e cobra punição; vídeo

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) manifestou, nesta terça-feira, 20, solidariedade à professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, que foi brutalmente agredida durante uma caminhada nas proximidades do Parque Vaca Brava, no Setor Bueno, em Goiânia, no último domingo, 18. Em nota, a entidade repudiou o episódio de violência e defendeu a responsabilização do agressor com o rigor previsto na legislação.

A professora foi atacada com uma garrafa de vidro quebrada e sofreu ferimentos graves. Ela foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e encaminhada a uma unidade hospitalar, onde permanece internada em estado grave.

Em nota, a diretoria do sindicato classificou a agressão como covarde e destacou que episódios dessa natureza representam uma ameaça à segurança e à integridade física da população, especialmente de mulheres idosas.

“O Adufg-Sindicato repudia com veemência qualquer ato de violência, especialmente contra mulheres idosas e profissionais da educação, que devem ter sua dignidade, segurança e integridade física respeitadas”, afirmou a entidade.

O sindicato também ressaltou que as consequências do ataque ultrapassam a situação individual da professora e provocam preocupação em toda a comunidade universitária. “Uma agressão dessa natureza não atinge apenas a vítima, mas também toda a comunidade acadêmica e a sociedade”, acrescentou.

A entidade informou que acompanha as investigações conduzidas pelas autoridades policiais e espera que o responsável seja punido conforme a legislação. A diretoria também se colocou à disposição de Elizabeth e de seus familiares para prestar apoio durante o período de recuperação.

Câmera de segurança registrou agressão

Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que a professora foi abordada pelo suspeito durante a caminhada. No vídeo, Elizabeth percebe a aproximação do homem e levanta uma das mãos, aparentemente na tentativa de se proteger.

Na sequência, a idosa tenta fugir, mas é perseguida pelo agressor. Os dois entram em confronto físico e a professora acaba caindo no chão. Mesmo após a queda, o homem continua desferindo golpes contra ela. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a agressão durou aproximadamente 30 segundos.

A vítima sofreu quatro perfurações nas costas, um ferimento no rosto e traumatismo craniano. Após o ataque, pessoas que estavam nas proximidades prestaram socorro à professora.

O suspeito foi identificado como Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, preso em flagrante pela Polícia Militar de Goiás após diligências realizadas na região.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, familiares do jovem haviam publicado mensagens nas redes sociais informando que ele estava desaparecido havia cinco dias em Pontalina, município do interior de Goiás, antes de ser localizado pelas autoridades.

A Polícia Civil de Goiás investiga as circunstâncias e a motivação do ataque. Até o momento, não há informações confirmadas sobre uma possível relação anterior entre a professora e o suspeito.

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Fonte: Jornal Opção

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