Após criticar o fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro diz que não pretende reverter medida se eleito

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou que não pretende reverter o fim da escala de trabalho 6×1 caso seja eleito, apesar de ter criticado a proposta apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e classificado a iniciativa como “oportunista”. Em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16), o parlamentar disse respeitar a decisão do Congresso Nacional e afirmou que as leis trabalhistas estão garantidas.

Questionado sobre uma possível mudança de posição em relação ao fim da escala, Flávio declarou que sempre defendeu mais liberdade para os trabalhadores organizarem suas jornadas. “Eu sou a favor de mais liberdade, portanto, isso também pressupõe que a escala 6×1 seja extinta e uma outra aconteça”, afirmou.

Ao ser perguntado se, caso chegasse à Presidência, se empenharia para reverter o fim do modelo, o senador respondeu negativamente: “Não vou, Renata, é importante a sua pergunta. Todas as leis trabalhistas estão garantidas. Cada um pode ter a sua opinião individual, mas da minha parte, isso aqui está respeitado, foi uma decisão do Congresso Nacional. Então, da minha parte, nenhum questionamento com relação a isso.”

A declaração contrasta com as críticas feitas pelo candidato em 6 de outubro, quando classificou como oportunista a iniciativa de discutir o fim da escala 6×1 durante o segundo turno da eleição presidencial. Na ocasião, Flávio acusou Lula de tentar obter dividendos eleitorais com a proposta.

“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto pra ele. Eu tenho certeza de que o trabalhador brasileiro quer muito mais do que isso”, declarou o senador após uma reunião com aliados em sua campanha.

Na ocasião, Flávio evitou assumir uma posição direta sobre o voto na proposta em discussão no Congresso e apresentou como alternativa um modelo no qual cada trabalhador escolheria sua própria carga horária. A ideia, segundo ele, permitiria adaptar a jornada às necessidades individuais, mas prevê remuneração proporcional ao número de horas trabalhadas.

Fonte: Brasil 247

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