Após 1º turno, Cury diz que vai se pronunciar em breve: ‘Tenham paciência’
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O escritor e ex-candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende se pronunciar “em breve”, após terminar o primeiro turno das eleições de 2026 na terceira colocação.
Sem declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou a Lula (PT), Cury afirmou que deseja conversar com os eleitores sobre projetos. O escritor também criticou o que chamou de “guerra de ódios” e defendeu a pacificação do país.
“Por favor, tenham paciência. Quem não é amigo da paciência não é amigo da sabedoria. Quem não é amigo da sabedoria toma atitudes precipitadas e inadequadas. Em breve, eu me pronunciarei e, por favor, aguardem”, disse.
No primeiro turno, Cury recebeu 2,89% dos votos válidos em todo o país, o equivalente a 3.448.569 votos. Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 56.104.268 votos, ou 47,03% dos válidos. Lula teve 53.876.617 votos, correspondentes a 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de 2.227.651 votos.
Após o resultado do último domingo (4), Cury havia afirmado que deixaria a política, não apoiaria nenhum dos candidatos que avançaram ao segundo turno e permaneceria em silêncio. Nesta quarta-feira (7), o escritor explicou a decisão e afirmou que pretende voltar a conversar com os eleitores.
“Quem não sabe se silenciar não sabe se ouvir. Quem não sabe se ouvir não entende que as principais decisões humanas são solitárias. Eu preciso conversar olho no olho com quem eu tenho de conversar. E será breve. Eu falarei sobre pautas importantes, inclusive para pacificar esse país tão dividido, tão dilacerado”, afirmou.
Educação, saúde e proteção
Cury também defendeu que o debate eleitoral trate de projetos: “Essa guerra de ódios tem de terminar e nós temos de falar de projetos importantíssimos.” Entre os temas citados pelo escritor estão mudanças na educação e na saúde.
Segundo ele, é necessário repaginar a educação para formar pensadores em vez de repetidores de informação e buscar uma saúde que o Brasil nunca teve. “Como protegermos as mulheres, porque elas representam o ouro da humanidade. Proteger as nossas crianças, para que elas tenham futuro em um país completamente dividido e endividado”, declarou.
Fonte: Brasil 247