Alcolumbre e defesa de Daniel Vorcaro reagem a vazamentos

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a assessoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiram nesta sexta-feira (25) à divulgação de mensagens atribuídas aos dois pela revista Veja. As conversas, segundo a publicação, indicariam proximidade entre Vorcaro e Alcolumbre.

A defesa de Vorcaro criticou a publicação de trechos de supostas conversas privadas, enquanto Alcolumbre afirmou que o conteúdo não aponta qualquer ilegalidade e informou que pretende recorrer à Justiça.

Em nota, os advogados do ex-banqueiro repudiaram a divulgação, que classificaram como “seletiva e fragmentada”, e afirmaram que as mensagens teriam sido apresentadas sem o devido contexto.

“A Defesa rejeita categoricamente qualquer tentativa de transformar relacionamentos pessoais, profissionais ou institucionais em indício ou prova de conduta ilícita”, diz o texto.

Alcolumbre também reagiu à reportagem da Veja. Segundo o presidente do Senado, a divulgação representa um “injusto ataque” e não apresenta elementos que indiquem prática ilegal.

“Medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade”, afirmou. De acordo com a Veja, mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro registrariam manifestações de amizade entre o ex-banqueiro e o presidente do Senado.

Nota de Alcolumbre

Em manifestação divulgada na íntegra, Alcolumbre afirmou que a revista utilizou supostas mensagens de caráter pessoal, inclusive envolvendo terceiros, e sustentou que o material não aponta ilegalidades.

“A Revista Veja promove mais um injusto ataque ao Presidente do Congresso Nacional, dessa vez lançando mão de supostas mensagens de teor pessoal, inclusive de terceiros, que não indicam ilegalidade alguma.

Esse sensacionalismo barato, movido por interesses ilegítimos, veio acompanhado da mais absoluta falta de ética da revista, que não cumpriu a regra básica de checar a informação e ouvir a parte atingida. Se fazem isso com um chefe de Poder, é de se imaginar o que estão a fazer com outros indivíduos e instituições.

No entanto, não conseguirá intimidar a Presidência do Congresso Nacional com esse expediente.

O presidente do Senado sabe de onde partiram essas falsas acusações e quais interesses estão por trás dessa ofensiva. Não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua honra e sua trajetória pública. Irá até as últimas consequências, dentro da lei, para que a verdade seja integralmente esclarecida e para que sejam identificados e responsabilizados aqueles que estiverem por trás desse ataque baixo.

Medidas judiciais serão tomadas, não só para reparação dos danos causados, mas para a reposição da verdade”.

Defesa de Vorcaro questiona divulgação

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou que a divulgação de supostas conversas privadas teria ocorrido de maneira seletiva e fragmentada. Os advogados também questionaram a exposição de comunicações que, segundo eles, envolveriam o relacionamento entre Vorcaro e seus defensores.

“A Defesa de Daniel Vorcaro repudia a divulgação seletiva e fragmentada de supostas conversas privadas fora de seu devido contexto. Tal prática visa unicamente promover a espetacularização do caso e se lastreia em vazamentos criminosos de suposto conjunto probatório protegido por sigilo, nos termos da lei.

A Defesa rejeita categoricamente qualquer tentativa de transformar relacionamentos pessoais, profissionais ou institucionais em indício ou prova de conduta ilícita.

Causa especial perplexidade a normalidade com que vêm sendo expostas supostas comunicações entre Daniel Vorcaro e seus advogados, cujo sigilo é condição indispensável para o exercício pleno do direito de defesa.

Os fatos devem ser analisados com responsabilidade e respeito aos direitos e garantias fundamentais, com destaque para o contraditório, a ampla defesa, o devido processo legal, a presunção de inocência, o juiz natural, a razoável duração do processo e a vedação às provas obtidas por meios ilícitos.

Às autoridades imbuídas dos poderes atinentes à persecução penal é imposto o dever de atuação conformado pela legalidade estrita. As provas colhidas em uma investigação criminal só têm validade se sua obtenção respeitar os predicados da licitude, integralidade, autenticidade, integridade, mesmidade, rastreabilidade, preservação, confiabilidade, auditabilidade, reprodutibilidade e completude, além do imperioso respeito às normas que disciplinam a cadeia de custódia dos vestígios.

A defesa de Daniel Vorcaro não reconhece tais atributos nas informações sobre supostas comunicações que vêm sendo veiculadas pela imprensa a partir de vazamentos ilegais, e, repita-se, de forma seletiva, fragmentada e descontextualizada”.

Fonte: Brasil 247

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