Agenda dos candidatos: Lula volta a Ceilândia, enquanto Flávio Bolsonaro se reúne com Ruas no Rio

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Por Vinícius Nunes — Carta Capital

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Presidente faz caminhada no Distrito Federal, no segundo ato na região durante a campanha; adversário participa de encontro com o provável novo governador fluminense

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) cumprem agendas de campanha nesta sexta-feira 9, com compromissos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. 

O presidente participa de uma caminhada na Feira de Ceilândia, no Distrito Federal, acompanhado de Leandro Grass, candidato do PT ao governo local. O ato está previsto para às 9h.

O ato de Lula em Ceilândia ocorre em meio à reorganização da campanha para o segundo turno. É a segunda vez que o presidente realiza um evento na região durante a campanha. No primeiro ato, em setembro, a primeira-dama Janja teve participação de destaque no palanque.

Desde o resultado do primeiro turno, em que Lula terminou atrás de Flávio, aliados do presidente passaram a criticar publicamente o protagonismo da primeira-dama e a defender mais espaço para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A ex-senadora Kátia Abreu, por exemplo, defendeu a fórmula “menos Janja, mais Alckmin” em reunião sobre os rumos da campanha. 

A região administrativa do DF abriga a segunda maior favela do Brasil, a do Sol Nascente, e deu, no domingo 4, vitória para Flávio Bolsonaro em todas as suas zonas eleitorais.

Depois da caminhada, Lula tem uma reunião com Oswaldo Malatesta, chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, às 15h30.

Flávio participa, às 12h, de um encontro com Douglas Ruas (PL) e lideranças políticas no espaço Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O encontro ocorre em meio à indefinição sobre a eleição para o governo fluminense. Na quinta-feira 8, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) , que recebeu 3,17% dos votos válidos no primeiro turno. Com a exclusão desses votos e a retotalização, Ruas, que havia obtido 49,27%, deve superar a marca de 50% e ser declarado eleito governador ainda no primeiro turno.

Eduardo Paes (PSD), que recebeu 42,76% dos votos, reconheceu a derrota e afirmou que respeitará a decisão judicial, embora tenha tentado recorrer para que a disputa fosse decidida no segundo turno. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o recurso na noite de quinta-feira por entender que as instâncias do TSE ainda não haviam sido esgotadas.

A proclamação oficial de Ruas depende da retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A expectativa é que o procedimento seja concluído no sábado 10.


Vinícius Nunes

Repórter de CartaCapital baseado em Brasília. Cobre os Três Poderes. Já trabalhou em Jovem Pan, Poder360, UOL, Blog do Noblat, JOTA e SBT News.

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Fonte: Carta Capital

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