Adeus, cutícula cortada: mantê-la intacta protege a raiz da unha contra a entrada de germes
Por Tamiles Santos Brito — Catraca Livre
A cutícula pode parecer apenas uma pequena faixa de pele que atrapalha o acabamento da manicure, mas ela exerce uma função importante de proteção. Essa estrutura ajuda a formar uma barreira na região onde a unha começa a crescer e dificulta a entrada de bactérias e outros microrganismos. Por isso, cortar ou empurrar a cutícula de forma agressiva pode abrir uma porta para problemas que vão muito além da aparência das mãos.
Por que a cutícula protege a raiz da unha?
A cutícula fica na região próxima à base da unha e ajuda a selar o espaço entre a pele e a lâmina ungueal. Essa barreira dificulta que microrganismos alcancem tecidos mais profundos da região. Quando ela é cortada ou lesionada, a proteção natural fica comprometida e a entrada de agentes infecciosos se torna mais fácil.
A American Academy of Dermatology orienta deixar as cutículas em paz porque elas protegem a raiz da unha. A entidade também explica que cortar ou empurrar essa pele facilita a entrada de bactérias e outros germes no organismo, podendo resultar em infecção.
O que pode acontecer quando a cutícula é cortada?
O corte pode provocar pequenas lesões que nem sempre são percebidas na hora. Vermelhidão, dor, inchaço e sensibilidade ao redor da unha podem surgir depois, especialmente quando a região é manipulada repetidamente. O risco também aumenta quando instrumentos de manicure não são adequadamente higienizados ou quando o corte é profundo.
Além da possibilidade de infecção, retirar a cutícula repetidamente pode deixar a pele mais áspera e irritada conforme ela cresce novamente. Por isso, manter a cutícula preservada não significa abandonar os cuidados com as unhas, mas evitar transformar o acabamento da manicure em uma agressão à pele que funciona como barreira.
É preciso empurrar a cutícula para deixar a unha bonita?
Não. O aspecto da unha pode ser cuidado sem remover completamente essa proteção. Hidratar regularmente a região ajuda a manter a pele macia e menos sujeita a descamações, enquanto o excesso de pele solta pode ser tratado com delicadeza, sem cortes profundos. A própria American Academy of Dermatology recomenda não cortar nem empurrar as cutículas.
Durante a manicure, também é possível avisar previamente que a cutícula deve ser preservada. A orientação é especialmente relevante para procedimentos que envolvem ferramentas elétricas ou remoção intensa da pele. Em uma manicure, o objetivo pode ser melhorar o aspecto das unhas sem retirar a barreira que protege a região ao redor delas.
Como cuidar da cutícula sem precisar cortá-la?
A hidratação é uma das formas mais simples de manter a região em boas condições. Cremes ou produtos próprios para cutículas podem ajudar a reduzir ressecamento e descamação, principalmente depois de lavar as mãos ou quando a pele estiver áspera. Também é importante evitar arrancar pelinhas com os dedos ou dentes, já que isso pode provocar pequenas feridas.
Se a região ao redor da unha apresentar dor persistente, vermelhidão intensa, inchaço, secreção ou outras alterações, o problema deixa de ser apenas estético e merece avaliação de um profissional de saúde. Manter a cutícula intacta não elimina todos os riscos de infecção, mas preserva uma das barreiras naturais da região. Na prática, trocar o corte frequente por hidratação e cuidados mais delicados pode ser uma mudança simples para proteger a saúde das unhas sem abrir mão de uma aparência bem cuidada.
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Fonte: Catraca Livre