“Acredito que Lula vai liderar em Goiás e vai nos ajudar a chegar no segundo turno”, diz Luis Cesar Bueno após votar em Goiânia

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Por Giovanna Campos — Jornal Opção

“Acredito que Lula vai liderar em Goiás e vai nos ajudar a chegar no segundo turno”, diz Luis Cesar Bueno após votar em Goiânia

O candidato ao Governo de Goiás Luis Cesar Bueno (PT) afirmou, após votar neste domingo, 4, em Goiânia, que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidere a votação em Goiás e contribua para que sua candidatura avance ao segundo turno. Segundo Bueno, a campanha de Lula teria apresentado crescimento na reta final, impulsionada por carreatas e atos realizados em diferentes municípios goianos.

“Eu acredito que essa arrancada vai fazer crescer a candidatura do presidente Lula. Ele vai liderar aqui em Goiás e vai chegar também um crescimento grande para a gente chegar no segundo turno”, afirmou.

Bueno também questionou as diferenças entre as pesquisas eleitorais divulgadas durante a campanha. De acordo com o candidato, alguns levantamentos o colocaram com percentuais entre 12% e 18%, enquanto outro instituto teria registrado apenas 5% de intenção de voto.

“Alguma pesquisa vai acertar muito ou vai errar demais, porque as diferenças são gritantes”, disse. Ele afirmou ter analisado oito pesquisas que, segundo ele, não foram contratadas por sua campanha. “Eu tenho entre 12% e 18%. Já em terceiro lugar, encostando no segundo. Agora, de repente, aparece uma pesquisa que o presidente Lula cresceu muito e eu fiquei com 5%.”

O candidato afirmou que considera a média dos levantamentos como um indicador mais adequado para avaliar sua posição na disputa. “A média das pesquisas nos coloca com 12% a 16%”, declarou.

Aposta na reta final

Luis Cesar Bueno afirmou que a campanha concentrou esforços nos últimos dias para ampliar a votação e buscar uma vaga no segundo turno. Ele classificou o período final da disputa como uma “verdadeira explosão” de mobilização.

“Nós estamos apostando muito na reta final em função de uma verdadeira explosão que teve da campanha nos últimos dias”, afirmou.

O candidato voltou a relacionar a disputa estadual ao desempenho de Lula na eleição presidencial. Ele citou a situação eleitoral do petista em Minas Gerais e São Paulo e afirmou que os números registrados nesses estados poderiam influenciar o resultado nacional.

“Então nós precisamos ver se esses números das pesquisas confirmam na apuração”, disse.

Menos de 60 dias de campanha

No balanço da campanha, Bueno destacou que sua candidatura foi definida pouco antes da convenção partidária e que teve menos de 60 dias para percorrer Goiás e apresentar suas propostas.

“Eu praticamente tive menos de 60 dias de campanha. Saí do zero para, como eu disse para vocês, de 10% a 18%, que é o que as principais pesquisas mostram hoje”, afirmou.

Segundo o candidato, a campanha também serviu para demonstrar, na avaliação dele, a capacidade de transferência de votos de Lula em Goiás.

“Foi positivo porque nós crescemos, mostramos que o presidente Lula tem um poder muito grande de transferência de votos aqui em Goiás”, declarou.

Segurança, saúde e terras raras

Durante a campanha, Bueno afirmou ter colocado no debate temas como a exploração de terras raras, a atuação das Organizações Sociais (OSs) na saúde e o avanço dos crimes digitais.

“Nós pautamos a campanha, nós pautamos a imprensa, nós pautamos as terras raras, pautamos a extinção das OS do Serviço de Saúde do Estado, pautamos a questão do estelionato digital”, afirmou.

Na segurança pública, o candidato também criticou a avaliação feita pelo governo estadual sobre o setor. Segundo Bueno, o crime organizado passou por uma transformação e ampliou sua atuação para áreas como crimes digitais e lavagem de dinheiro.

“Bater carteira, roubar carro, isso não dá dinheiro mais para o tráfico de drogas. O crime reconfigurou. As organizações criminosas apuram no mundo digital, lavando dinheiro aqui em Goiás”, disse.

Coligação

Bueno também destacou a composição partidária de sua candidatura, formada por PSB, PSOL, Rede, PDT e pela federação formada por PT, PCdoB e PV.

“Agradeço muito os meus companheiros, o PSB, o PSOL, a Rede, o PDT, o meu companheiro Carlos Mundim, que é o nosso vice-governador, e a nossa federação, PV, PCdoB e PT”, afirmou.

O candidato classificou a aliança como a maior coligação de esquerda formada em Goiás e afirmou que conseguiu apresentar um plano de governo durante o período eleitoral.

“São sete partidos. É a maior coligação de esquerda que nós fizemos em Goiás e nós achamos que a campanha foi muito positiva. Nós conseguimos apresentar um plano de governo para governar Goiás.”

Ao final, Bueno citou sua trajetória política e afirmou estar preparado para assumir o governo estadual.

“Eu tenho seis mandatos seguidos, um atrás do outro. E esses seis mandatos fizeram eu conhecer esse Estado. Eu conheço os 246 municípios e estou preparado para governar Goiás”, declarou.

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Fonte: Jornal Opção

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