Abate de bovinos, suínos e frangos bate recordes no 2º trimestre de 2026, aponta IBGE

0

Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – O setor pecuário brasileiro registrou marcas históricas no segundo trimestre de 2026, impulsionado pelo crescimento no abate de bovinos, suínos e frangos, além de avanços na captação de leite, produção de ovos e processamento de couro, informa a Pesquisa Trimestral da Pecuária divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No setor bovino, o país alcançou o melhor resultado para um segundo trimestre em toda a série histórica da pesquisa. Entre abril e junho de 2026, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças de bovinos, um crescimento de 1,3% em comparação ao mesmo período de 2025 e de 4,0% frente ao primeiro trimestre de 2026. O mês de junho destacou-se com a maior atividade do período, somando 3,66 milhões de cabeças (alta de 3,5% em relação a junho de 2025). O abate de fêmeas teve recuo de 1,9% na comparação anual, mas subiu 2,0% em relação ao trimestre anterior.

O incremento anual de 135,71 mil cabeças bovinas foi puxado por altas em 19 das 27 Unidades da Federação. Os avanços mais significativos ocorreram em São Paulo (+151,70 mil cabeças), Minas Gerais (+46,71 mil cabeças) e Mato Grosso (+34,99 mil cabeças). Já as maiores reduções foram anotadas no Pará (-78,29 mil cabeças), Maranhão (-32,27 mil cabeças) e Mato Grosso do Sul (-30,70 mil cabeças). O estado de Mato Grosso manteve a liderança nacional com 16,9% do volume total, seguido por São Paulo (12,2%) e Goiás (10,0%).

A suinocultura também atingiu o patamar mais alto da série histórica para segundos trimestres, totalizando 15,70 milhões de cabeças abatidas — alta de 4,0% ante o segundo trimestre de 2025 e de 2,6% na comparação trimestral. Junho registrou o recorde mensal da atividade no período, com 5,40 milhões de cabeças (alta anual de 8,6%). O avanço de 602,59 mil cabeças no país foi impulsionado por 19 das 25 UFs pesquisadas, com destaque para Mato Grosso do Sul (+229,79 mil), Santa Catarina (+123,96 mil), Rio Grande do Sul (+109,35 mil), Paraná (+51,35 mil) e São Paulo (+48,25 mil). Santa Catarina liderou o segmento com 27,6% de participação, acompanhada por Paraná (21,1%) e Rio Grande do Sul (17,7%).

Na avicultura, o abate de frangos somou 1,69 bilhão de cabeças, atingindo recorde para um segundo trimestre. O volume representa alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025, embora tenha registrado queda de 1,2% ante o primeiro trimestre de 2026. O mês de junho respondeu pelo pico mensal do período, com 568,51 milhões de cabeças (alta anual de 8,2%). O acréscimo nacional de 46,46 milhões de cabeças decorreu de altas em 17 das 26 UFs participantes, destacando-se Paraná (+31,22 milhões), São Paulo (+9,31 milhões), Goiás (+5,13 milhões), Bahia (+2,86 milhões) e Rio Grande do Sul (+2,74 milhões). A maior retração ocorreu em Santa Catarina (-3,32 milhões). O Paraná consolidou liderança isolada, concentrando 35,0% do abate nacional, seguido por Santa Catarina (13,1%), São Paulo (11,6%) e Rio Grande do Sul (11,3%).

A captação de leite cru somou 6,61 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026, alta de 1,0% ante o mesmo período de 2025 e recuo de 2,5% frente ao trimestre anterior. Os meses de abril, maio e junho registraram os maiores volumes da história para os seus respetivos meses em segundos trimestres, com maio alcançando o topo da captação (2,23 bilhões de litros). O preço médio pago ao produtor atingiu R$ 2,70 por litro, representando forte recuperação de 20,5% sobre o primeiro trimestre de 2026, embora tenha ficado 1,5% abaixo do praticado em igual período de 2025.

O acréscimo de 64,6 milhões de litros no país foi liderado por Paraná (+49,61 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+44,28 milhões de litros) e Santa Catarina (+17,92 milhões de litros), enquanto as principais quedas ocorreram em Goiás (-38,11 milhões), Rondônia (-11,57 milhões) e Tocantins (-9,63 milhões). Minas Gerais manteve a liderança na aquisição de leite com 23,8% do total, seguido por Paraná (16,2%) e Rio Grande do Sul (13,1%).

Os curtumes do país receberam 10,96 milhões de peças de couro bovino cru, alta de 1,9% tanto em relação ao segundo trimestre de 2025 quanto em relação ao primeiro trimestre de 2026. Esse aumento de 206,52 mil peças foi impulsionado principalmente por Mato Grosso (+226,04 mil peças), Goiás (+125,98 mil peças), Mato Grosso do Sul (+47,18 mil peças) e São Paulo (+7,82 mil peças). Por outro lado, registraram quedas expressivas os estados de Rondônia (-429,48 mil peças), Rio Grande do Sul (-137,57 mil peças) e Paraná (-28,69 mil peças). Goiás permaneceu na liderança do processamento com 19,0% de participação nacional, seguido por Mato Grosso (18,8%) e Mato Grosso do Sul (13,1%).

Por fim, a produção de ovos de galinha atingiu 1,25 bilhão de dúzias, um crescimento de 0,8% ante o segundo trimestre de 2025 e de 2,0% em relação ao trimestre anterior. O aumento de 9,41 milhões de dúzias foi puxado por Minas Gerais (+5,32 milhões de dúzias), Rio Grande do Sul (+4,17 milhões), Paraná (+2,95 milhões) e Pará (+2,74 milhões). Das 2.119 granjas pesquisadas, 1.151 (54,3%) focaram a produção para consumo, respondendo por 82,6% do volume total, enquanto 968 granjas (45,7%) produziram ovos para incubação (17,4% do total). O estado de São Paulo liderou a produção nacional com 24,7%, seguido por Minas Gerais (10,2%), Paraná (9,6%) e Espírito Santo (7,9%).

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *