A única batalha que perderemos
Por Eduardo Guimarães — Brasil 247
Antes mesmo de terminar a apuração na noite de 4 de outubro, já havia uma legião de eleitores progressistas anunciando desistência ante a segunda ascensão do fascismo no Brasil. Alguns minutos depois, Lula quase empatou o jogo. Ficou claro que ninguém ganhara nada.
A mídia desequilibrou o primeiro turno acusando Lula de fake news dezenas de vezes por dia por ele ter dito que havia um ataque ao catolicismo pelos evangélicos radicais, o que os fatos comprovam que existe mesmo — e que não é pouco.
Agora, apesar de a mesma mídia corporativa — que é a única no país que produz conteúdo jornalístico em profusão — começou a perceber onde pode estar nos metendo de novo, mudou o tom.
Ainda há uns tarados, nesssa mídia, que continuam apoiando o fascistinha primogênito do Jair. O Estadão, por exemplo, que participou da campanha pró-fascismo de 2018, quando essa mídia elegeu o inelegível forçando a prisão de Lula.
Quem não se lembra da “escolha difícil” entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro?
Agora é hora de lutar. Em jogo está o futuro, inclusive dos ingênuos que apoiam o Rachadinha mesmo após ele ter demonstrado os planos da familícia de se eternizar no poder.
Quem espalhar desânimo, quem ajudar a desmobilizar a militância com frases como “não se iluda”, “não adianta” etc., estará fazendo parte da horda de descerebrados que mina a democacia com seu voto insano.
À luta, companheiras e companheiros. A única batalha que se perde é aquela que não lutamos por covardia, no fim das contas. Temos um dever para com os nossos descendentes. Não deixemos que os que nos sucederem nos maldigam.
Fonte: Brasil 247