A nova estratégia do Inter, segundo seu CEO, o novo impasse entre EUA e Irã e o que mais move os mercados hoje

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Por Karin Salomão — Seu Dinheiro

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O mercado vive de expectativas. São as visões sobre o futuro dos juros, inflação e outros eventos que influenciam o preço de ações e títulos de renda fixa, não apenas os dados consolidados do presente.

E, quando essas previsões são frustradas, as cotações sofrem.

Os investidores esperavam um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 30% para o Inter, e queria ver esse número já em 2027. Afinal, foi o próprio banco que colocou essa meta.

Então, quando a instituição adiou esse patamar para 2030, as ações apanharam. Negociados em Wall Street, os papéis acumulam queda de 40% no ano até agora.

O CEO global, João Vitor Menin, não está preocupado com essa reação. “Não gerimos a empresa em função das oscilações de curto prazo das ações na bolsa”, disse ele em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.

Veja nesta matéria da repórter Camille Lima qual a estratégia do banco para conquistar a rentabilidade esperada, sem abrir mão do crescimento.

Esquenta dos mercados

As negociações entre EUA e Irã enfrentam um novo impasse. O presidente Donald Trump rejeitou a mais recente proposta de Teerã para um cessar-fogo de sete dias.

A oferta iraniana previa a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das conversas sobre o programa nuclear, em troca do fim do bloqueio dos EUA aos portos do país.

Trump, porém, não comprou a proposta por enxergar a possibilidade de uma provável nova campanha de bombardeios após as eleições de meio de mandato de novembro.

Com isso, os preços do petróleo voltam a subir forte nesta manhã (28), amargando o humor dos investidores.

Na Ásia, as bolsas fecharam o pregão de hoje majoritariamente em queda. Em meio aos temores de pressão inflacionária, os rendimentos de títulos soberanos de prazos mais curtos do Japão e da Coreia do Sul alcançaram os maiores níveis em anos.

Em Wall Street, o clima é semelhante, com os futuros de Nova York indicando um dia de perdas por lá.

Enquanto isso, os investidores se preparam para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA, medida inflacionária favorita do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira (30) e do relatório de empregos payroll de setembro, que será publicado na sexta-feira (3).

Já os mercados europeus amanhecem de lado, com os principais índices da região caminhando em direções opostas.

Por lá, a ponta positiva é impulsionada pelas ações de construtoras do Reino Unido, que sobem após o governo britânico anunciar um novo programa de empréstimo imobiliário voltado a compradores de primeira viagem.

No Brasil, as atenções se voltam para a nova rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, publicada nesta manhã, e para o levantamento do Datafolha, que será conhecido a apenas três dias das eleições.

Outros destaques do Seu Dinheiro

VISÃO DO GESTOR
“Não se ganha dinheiro comprando o que é popular”: onde a Inter Asset está vendo pechinchas na bolsa brasileira. Em entrevista ao Seu Dinheiro, Daniel Castro e Rafael Maciel contam como a gestora está se posicionando em meio aos juros altos e à eleição.

INTER INVEST SUMMIT
Ações “órfãs” na bolsa, juros altos e uma armadilha no crédito: onde investir em 2027. Em painel durante evento, especialistas discutem onde estão as assimetrias para o próximo ano e por que olhar apenas para a rentabilidade pode ser perigoso.

VISÃO DO GESTOR
Luis Stuhlberger está fazendo seguro em dólar e você também deveria; entenda. Fundador da Verde Asset defende que investidor brasileiro precisa se preparar para cenários extremos, mesmo que eles pareçam distantes hoje.

FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora. A movimentação do Itaú integra um contexto de aquecimento do setor, que está atraindo de volta as grandes empresas.

AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS. “Grande parte do cenário adverso já parece estar incorporada ao preço, enquanto ainda são necessárias evidências da recuperação operacional”, afirma o banco.

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Fonte: Seu Dinheiro

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