A conta que você não pode atrasar, os encantos da China e o que mais mexe com seu bolso hoje
Por Julia Wiltgen — Seu Dinheiro

“Os boletos sempre vencem”, diz um colega aqui da redação. Mas se não adianta lutar contra eles, quando surge um problema financeiro, é possível tentar se planejar para não acabar sofrendo consequências piores do que um nome sujo.
De todos os boletos que chegam mensalmente, aqueles que podem provocar a perda de um bem ou o corte de algum serviço essencial são os piores para se deixar de pagar.
Quando o cinto aperta, às vezes é melhor deixar de quitar uma dívida mais cara, mas cuja inadimplência não traz maiores consequências e que pode ser renegociada, do que uma conta de luz ou a parcela de um financiamento imobiliário.
Dando prosseguimento à série das dívidas pessoais relacionadas aos imóveis, trazemos hoje uma reportagem especial sobre as consequências de atrasar as prestações do financiamento habitacional.
A Dani Alvarenga ouviu especialistas e tratou do que o banco pode ou não fazer na hora de cobrar e como solucionar a situação antes que seja tarde e você perca o imóvel que comprou. Confira a matéria na íntegra aqui.
Esquenta dos mercados
A semana dos investidores locais acaba do mesmo jeito que começou: com as eleições presidenciais no centro das discussões.
Hoje, os brasileiros já começam o dia digerindo a primeira rodada da pesquisa Datafolha sobre o segundo turno, divulgada na noite de ontem (8), e o levantamento da AtlasIntel, publicado nesta manhã (9).
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão e o cancelamento dos passaportes do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, também rouba as atenções hoje.
Irmão do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Eduardo foi condenado por articular sanções contra o Brasil para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além do cenário político, a agenda econômica tem como destaque o IPCA de setembro. As projeções da Broadcast indicam que a inflação deve avançar 0,76%.
Já no exterior, os holofotes se voltam para Donald Trump, que afirmou que não pretende atacar o Irã antes das eleições de meio de mandato, em novembro.
A fala reduziu a pressão sobre os preços do petróleo, que recuam nesta manhã após subirem mais de 4% na véspera.
Com a queda da commodity, as bolsas europeias iniciam o dia em alta. O alívio é sentido também na Ásia, cujos mercados fecharam o pregão desta sexta-feira no azul.
O clima é semelhante em Wall Street. Por lá, os índices futuros de Nova York indicam um dia de ganhos, enquanto os investidores aguardam a divulgação da leitura preliminar do sentimento do consumidor dos EUA de outubro.
Outros destaques do Seu Dinheiro
NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs. Acordo com uma das maiores gestoras da China prevê um novo ETF listado no mercado brasileiro; produto ainda não tem índice ou ações definidos.
BEM-ESTAR MADE IN CHINA
China vira destino de wellness de luxo – e com spas bem mais acessíveis do que nos EUA ou Europa. De megaspas abertos 24 horas a resorts de longevidade com medicina preventiva, país combina infraestrutura sofisticada, tradição chinesa e preços que podem surpreender o viajante brasileiro.
A CONTA DA GOVERNABILIDADE
A euforia com Flávio Bolsonaro pode virar frustração? Por que uma vitória sobre Lula não é cheque em branco para reformas. Em painel no Incorpora Abrainc 2026, Gustavo Franco, Antonio Lavareda e Fábio Zambelli debateram por que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro não garante a aprovação do ajuste fiscal.
RENDA FIXA
Tesouro Direto: Tesouro IPCA+ 8% não existe mais, e quem comprou já lucra até 25%; veja quanto os títulos pagam agora. Queda histórica dos juros futuros após o primeiro turno fez desaparecer taxas históricas dos títulos públicos, mas analistas ainda veem motivos para comprar.
A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta. Banco vê espaço para mais dinheiro entrar na plataforma e para a companhia ganhar eficiência; entenda a tese.
BUILDINGS SUMMIT 2026
Mercado Livre vê ‘longo caminho’ para o e-commerce no Brasil e aposta em nova fronteira — mas há um obstáculo para o setor. Se depender da varejista argentina, a disputa por galpões vai ficar ainda mais acirrada. Porém, a gigante do e-commerce já começou a evitar algumas regiões.
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Fonte: Seu Dinheiro