A biblioteca que devora seus livros: IA, digitalização destrutiva e direito autoral
Nos últimos meses, uma série de investigações revelou práticas alarmantes envolvendo a digitalização de livros por empresas de inteligência artificial. A Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude, foi acusada de escanear e destruir milhões de volumes, enquanto a 404 Media documentou a destruição de livros raros em uma instalação da Amazon. O processo envolve a compra de obras em sebos, a remoção das lombadas para facilitar a digitalização e o descarte subsequente dos exemplares. Este cenário levanta preocupações sobre o direito autoral e a preservação cultural, evocando referências a distopias literárias e a queimas de livros promovidas por regimes autoritários.
Fonte: JOTA