Tesla une carros e foguetes em Roadster com propulsão a ar comprimido
Por Tiago Souza — Carta Capital
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Modelo previsto para 2028 usa sistema de aspiração e dez propulsores pneumáticos herdados da SpaceX
A Tesla apresentou, no centro de testes da SpaceX em McGregor, no Texas, uma nova geração do Roadster que combina engenharia automotiva e tecnologia aerospacial. De acordo com a publicação italiana alVolante, o modelo incorpora ao veículo um sistema de propulsão pneumática baseado em ar comprimido, com produção prevista para 2028.
Segundo a publicação, o assoalho do veículo conta com ventoinhas de alta potência capazes de gerar deportância vertical de até 2 G, o que permite aderência mesmo com o carro parado ou em baixa velocidade. A solução difere dos aerofólios tradicionais, que dependem do fluxo de ar em alta velocidade e aumentam o arrasto.
A empresa afirma que o sistema cria vácuo sob o chassi e, em tese, permitiria ao carro circular de cabeça para baixo no teto de um túnel. Um aerofólio traseiro de incidência variável, controlado por eletrônica de bordo, ajusta a pressão sobre o solo em tempo real.
A arquitetura dos propulsores deriva dos sistemas de controle de atitude usados nos foguetes da SpaceX. O Roadster utiliza ar a alta pressão em vez de propelentes químicos. Um compressor de bordo aspira o ar externo e o comprime em dois reservatórios de fibra de carbono com capacidade total de 600 litros, que armazenam cerca de 250 quilos de ar.
Dez bocais vetoriais distribuídos pela carroceria, incluindo quatro propulsores traseiros principais, fornecem mais de 80 kN de empuxo total. O ar expelido em velocidade supersônica produz os chamados diamantes de Mach nos fluxos de escape, segundo a descrição da publicação.
A alVolante informa que o modelo registrou aceleração de 0 a 60 mph (0 a 96 km/h) em 0,81 segundo. O teste foi realizado na rampa de lançamento da SpaceX, conduzido por software por razões de segurança, e precisou ser interrompido antes do fim por falta de espaço de frenagem. A Tesla afirma que a versão de série terá desempenho superior.
A publicação cita ainda que o carro cobre a distância de meia milha no mesmo tempo que as hypercarros a combustão levam para percorrer um quarto de milha. A velocidade máxima projetada ultrapassa 230 mph (370 km/h), com meta declarada de superar Mach 0,5, cerca de 617 km/h.
O design externo segue referências do avião de reconhecimento Lockheed SR-71 Blackbird, com redução de seção frontal e busca por eficiência aerodinâmica. Os dois assentos são moldados diretamente na monocoque de fibra de carbono, sem fixação por parafusos, para reduzir massa.
A direção é do tipo steer-by-wire, sem coluna ou ligação mecânica com as rodas dianteiras. O sistema de freios é brake-by-wire, sem conexão hidráulica direta, e o acelerador opera por sensor eletrônico de alta frequência integrado à central eletrônica.
A publicação encerra com uma questão regulatória: não está claro em quantos países um veículo com essas características poderia obter homologação para circular em vias públicas.
*Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.
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Fonte: Carta Capital