Coligação de Lula aciona TSE contra Celina Leão por declarações sobre PT e BRB

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Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – A coligação Brasil Pronto Para Mais, que integra a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), após declarações que relacionaram integrantes do PT à crise do Banco de Brasília (BRB) e ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A representação contesta as afirmações da governadora e solicita a concessão de direito de resposta. As informações foram divulgadas pela coluna Grande Angular, do Metrópoles.

A iniciativa judicial foi motivada por uma entrevista na qual Celina atribuiu ao presidente Lula e a dirigentes petistas supostas ligações com acontecimentos relacionados à situação financeira do BRB e às negociações envolvendo o Banco Master.

Na entrevista questionada pela coligação, a governadora afirmou que Lula, um ex-chefe de gabinete e o presidente nacional do PT teriam recebido presentes do Banco de Brasília. Celina também mencionou uma demissão que, segundo sua versão, estaria relacionada ao episódio.

Outra declaração contestada diz respeito a um suposto contato entre o presidente nacional do PT e Daniel Vorcaro. De acordo com Celina, a comunicação teria ocorrido no mesmo dia em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal votou a autorização para a compra do Banco Master pelo BRB.

A governadora ainda associou essas alegações à posição do governo federal sobre a operação. Conforme a interpretação apresentada na ação, Celina sugeriu que Lula teria negado o aval da União para evitar que seu próprio envolvimento no episódio fosse exposto.

A coligação presidencial rejeitou as acusações e sustentou que as declarações foram apresentadas ao público como informações comprovadas, embora não correspondessem à realidade.

“Apresentou tudo como fato já tornado público e, a partir daí, concluiu que o Presidente teria negado o aval da União para não se expor ao próprio envolvimento. Nenhuma dessas afirmações corresponde à realidade, com grande potencial de enganar e confundir os eleitores“, afirmou a defesa da coligação, conforme reproduzido pelo Metrópoles.

Coligação pede direito de resposta com o mesmo destaque da entrevista

Na representação encaminhada ao TSE, os aliados de Lula argumentam que as declarações da governadora têm potencial para influenciar o eleitorado ao atribuir ao presidente e a integrantes de seu partido condutas que a coligação considera falsas.

O pedido busca assegurar a divulgação de uma resposta no mesmo veículo responsável pela entrevista de Celina Leão. A coligação solicita que a manifestação seja veiculada e disponibilizada junto ao conteúdo original, com destaque equivalente ao concedido às declarações contestadas.

A iniciativa pretende permitir que a versão da coligação seja apresentada ao público que teve acesso às afirmações da governadora, em meio à disputa eleitoral.

O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, foi sorteado relator do processo. Até o momento informado pela reportagem, não havia decisão sobre o pedido de direito de resposta.

Crise do BRB e Banco Master entra na disputa eleitoral

A controvérsia ocorre em meio aos desdobramentos da crise envolvendo o Banco de Brasília e sua tentativa de aquisição do Banco Master, instituição associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A operação passou pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, responsável por analisar a autorização para a compra. Esse processo foi citado por Celina Leão ao estabelecer uma suposta conexão entre dirigentes petistas e o banqueiro.

As declarações da governadora levaram a discussão sobre o BRB ao campo eleitoral, ao associar diretamente o presidente da República e integrantes do PT aos acontecimentos envolvendo as instituições financeiras.

A ação apresentada pela coligação de Lula, porém, concentra-se nas afirmações feitas durante a entrevista e no pedido de reparação eleitoral. As alegações atribuídas a Celina são contestadas pelos representantes do presidente e não constituem, por si só, comprovação de envolvimento de Lula ou de dirigentes petistas em irregularidades.

Fonte: Brasil 247

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