Meta se reúne com Nunes Marques após IA bloquear cartaz de Lula com número 13

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Por Maiara Marinho — Carta Capital

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DIRETO DA REDAÇÃO: Em vitória para o governo Lula, Senado aprova PEC do fim da 6×1

Na Corte Eleitoral, a empresa informou que está trabalhando no aperfeiçoamento de filtros de inteligência artificial

Representantes da Meta, empresa responsável pelo Instagram e Whathsapp, se reuniram com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, para discutir sobre o tratamento desigual dado às campanhas à Presidência de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Como mostrou CartaCapital, a inteligência artificial da Meta no WhatsApp recusou a criação de cartazes com o nome de Lula e o número 13, mas gerou imagens para Flávio Bolsonaro, com o número 22, e para Augusto Cury (Avante), com o número 70.

Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira 15, a Meta informou que está trabalhando, desde a noite da última terça-feira 13, no aperfeiçoamento de filtros da IA.

Os critérios sobre o uso de inteligência artificial nas eleições foram estabelecidos nas Resoluções do TSE. A Corte Eleitoral informou que a forma de aplicação desses critérios foi detalhada pela Meta no plano de conformidade que enviou ao tribunal.

Na ocasião, ministros que estavam presentes questionaram os representantes da empresa sobre o uso de canais de WhatsApp para promover conteúdo eleitoral.

A controvérsia ganhou espaço no TSE depois que a campanha de Flávio pediu a Nunes Marques que suspendesse o canal ‘Exército do Lula‘, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

As campanhas divergem neste ponto: enquanto os representantes de Lula acreditam que canais de terceiros não devem ser responsabilidade da campanha, os representantes de Flávio discordam.

A Meta informou que as mensagens enviadas nos canais não são criptografadas e, por isso, os metadados das publicações feitas, usadas para fins de campanha, e que sejam objeto de ações na Justiça Eleitoral, serão preservadas e fornecidas em caso de ordem judicial.


Maiara Marinho

Repórter de CartaCapital baseada em Brasília, cobrindo o Poder Judiciário. Possui menção honrosa pela Agência LivreJor e mestrado em Comunicação e Cultura na UFRJ. Publicações em Le Monde Diplomatique Brasil, UOL e Repórter Brasil.

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Fonte: Carta Capital

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