PF deflagra 8ª fase da Operação Unha e Carne contra rede de lavagem de dinheiro no Rio
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a oitava fase da Operação Unha e Carne para desarticular uma organização criminosa armada suspeita de operar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma para lavagem de dinheiro. O grupo investigado contava com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
Policiais federais cumprem seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. O cumprimento dos mandados expedidos contra os policiais civis investigados contou com o acompanhamento da Corregedoria da Polícia Civil.
Além dos mandados de prisão e busca, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores, bem como a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas vinculadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total de estabelecimentos, 96 correspondem a postos de combustíveis que eram utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem ilícita.
Segundo as investigações, o esquema criminoso movimentou mais de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos. Os dados constam no Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), enviado diretamente à Polícia Federal.
Na medida de suas responsabilidades, os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outras infrações penais que possam surgir no decorrer das apurações.
A operação deflagrada nesta quinta-feira integra as ações da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635. O tema, inclusive, foi pauta de reunião realizada no último dia 6 de outubro entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes, no STF.
Fonte: Brasil 247