As intrigas que precederam deserções do palanque de Ricardo
A Gazeta

Fernando Madeira
O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) teve 49,65% dos votos no último dia 4 na disputa pelo governo do Espírito Santo e quase venceu o governador Ricardo Ferraço (MDB) já no primeiro turno. Agora, em meio à campanha da segunda etapa do pleito, várias lideranças políticas soltaram a mão de Ricardo e declararam apoio a Pazolini.
Parece que abandonaram o barco sem pudores quando a situação ficou difícil, apenas para garantir um lugar ao lado do pretenso vencedor. E é, em parte, isso mesmo.
Mas há também outras histórias por trás desta história.
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Os partidos União Brasil e Podemos, que estão na coligação de Ricardo, já migraram para o palanque adversário. Fizeram isso sob o subterfúgio de que a decisão foi das direções nacionais das respectivas siglas.
Só que o presidente estadual do União, o deputado estadual Marcelo Santos, desde meados do primeiro turno já acumulava alguns atritos com a base ricardista e, principalmente, casagrandista.
O mesmo se pode dizer do deputado federal Da Vitória, presidente estadual do PP, que integra a superfederação União Progressista.
O PP ainda não trocou de time oficialmente, mas na última sexta-feira (9) Da Vitória apareceu, com Marcelo Santos, ao lado de Pazolini em um café da manhã. Posaram para foto e tudo.

Instagram/@lorenzopazolini
O principal apoiador do emedebista é o ex-governador Renato Casagrande (PSB). Marcelo, Da Vitória e Gilson não gostaram de constatar o que consideraram favorecimento de Casagrande em prol de outros candidatos a deputado federal, notadamente da ex-secretária estadual de Governo Emanuela Pedroso, a Manu (PSB).
Ela foi eleita. Os três também. E agora estes estão com um certo ar de revanche, não confessado publicamente, mas patente para quem acompanha o passo a passo do entrevero.
Ainda no primeiro turno, Da Vitória e Gilson Daniel deixaram o ex-governador de lado. Casagrande foi candidato a senador e se elegeu, mas os dois deputados federais fizeram campanha para um adversário dele, o também deputado federal Evair de Melo (Republicanos), que foi eleito e quase superou a votação do socialista.
Até o resultado das urnas de domingo (4), contudo, ainda não havia sobrado para Ricardo.
Depois que Pazolini superou a votação do governador é que a debandada foi tomando forma. Algo que vai além dos três deputados aqui citados.
Em Vila Velha, ocorreu um fenômeno curioso. O prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB) trabalhou ostensivamente pela reeleição de Ricardo no primeiro turno. No segundo, está silente.
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Fonte: A Gazeta