TSE avalia liberar canais de WhatsApp sem registro, após o caso do ‘Exército do Lula’
Por Maiara Marinho — Carta Capital
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DIRETO DA REDAÇÃO: Lula vai ao TSE contra a parcialidade da Meta
A medida marcará mais uma derrota para o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, avalia a possibilidade de afastar a exigência de candidatos registrarem canais de WhatsApp nos sistemas da Corte. A medida dependerá, no entanto, de um acordo entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo apurou a reportagem, houve um acerto inicial em reunião nesta terça-feira 13 para que ambas as partes recuem de representações protocoladas na pré-campanha e sobre direito de resposta protocoladas no primeiro turno, além da possibilidade de afastar a exigência de registro dos canais.
A previsão é que as duas campanhas assinem uma petição única. A avaliação é que o acordo poderia reduzir o desgaste e destravar processos, contribuindo para uma espécie de “pacificação jurídica”.
A medida marcará mais uma derrota para Nunes Marques , que chegou a censurar o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), por ausência de registro oficial no TSE.
Antes, o ministro havia suspendido a página por suposta disseminação de fake news, alegação contestada pela área técnica da Corte, que disse não ter encontrado informações falsas nos conteúdos divulgados pelo canal.
As campanhas, por sua vez, terão de definir os critérios para uso dos canais e levar a sugestão a Nunes Marques. O impasse começou exatamente a partir de um pedido da campanha de Flávio para derrubar a página de Janones.
O caso também aprofundou divisões internas no TSE, uma vez que o relator original do processo é o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que defende a discussão no plenário. Uma ala de magistrados considera que Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intervêm a favor de Flávio Bolsonaro.
Nesta quarta-feira 14, as campanhas voltam a se reunir no TSE, a partir das 16h, ocasião em que decidirão sobre os acordos discutidos na véspera.
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Fonte: Carta Capital