Lula divulga carta a evangélicos com defesa da família, fim das bets e da escala 6×1
Por Gabriel Andrade — Carta Capital
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O presidente ainda afirmou que chegou onde está com ‘proteção divina’, orientado por um propósito e missão
O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) vai divulgar nesta quarta-feira 14 uma carta aos evangélicos defendendo temas caros para a campanha, como a medida que determinou o fim das bets, a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1.
No texto, Lula cita sua trajetória pessoal e afirma que, apesar de não ser evangélico, tem respeito por quem é. “Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte”. O presidente ainda afirmou que chegou à Presidência da República com “proteção divina”, orientado por um propósito e missão.
“Tenho absoluta certeza de que, se não fosse a boa mão de Deus, eu nem teria saído vivo das várias batalhas que enfrentei. Guiado por Ele estou aqui, mais uma vez, fazendo a defesa das famílias brasileiras com ações concretas, como tenho feito ao longo de toda a minha jornada política, e não com discursos vazios, como muitos outros fazem”.
O movimento de Lula acontece em meio a um segundo turno disputado voto a voto. Uma pesquisa PoderData divulgada nesta terça-feira aponta que o petista tem 49% dos votos válidos, contra 51% do filho de Jair Bolsonaro. Com este quadro, os eleitores evangélicos se tornam ainda mais importantes.
Em 40 anos o percentual de evangélicos quintuplicou e chega atualmente a 31% — num recorte da população acima de 16 anos. Até a eleição de Dilma Rousseff, em 2010, o PT chegava a empatar entre os evangélicos e vencia com folga entre os católicos.
Esse padrão se inverteu em 2018, quando Bolsonaro empatou entre os católicos e “deu uma lavada” entre os evangélicos, batendo Fernando Haddad por 70 a 30 nesse segmento.
Já em 2022, o quadro mudou: Bolsonaro repetiu o desempenho evangélico, mas Lula passou a vencer entre os católicos por cerca de 60 a 40. Agora, a expectativa da campanha é diminuir a resistência do seguimento com Lula.
Gabriel Andrade
Editor do site de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital