Flávio Bolsonaro sinaliza a aliados que defenderá revisão da PEC do fim da 6×1 caso seja eleito
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, tem garantido a aliados e empresários que, se eleito, defenderá a revisão de pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1. As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.
Apesar de ter declarado que votará a favor da proposta que prevê o fim da escala atual, Flávio sinalizou a interlocutores que pretende discutir mudanças no texto depois da eleição. Segundo a coluna, aliados e empresários afirmaram ter recebido a garantia de que alguns pontos da PEC serão debatidos pelo Congresso Nacional caso o senador vença a disputa presidencial.
Uma proposta da oposição bolsonarista, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), permite que empresas e trabalhadores adotem um regime flexível, com base em horas trabalhadas e negociadas entre patrões e empregados.
A iniciativa vem sendo criticada por integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscam aprovar uma proposta para acabar com a escala 6×1 antes do segundo turno das eleições.
Pressão eleitoral e reação do empresariado
A posição de Flávio sobre o tema ganhou destaque em meio à pressão de governistas, que cobravam um posicionamento público do candidato. A 12 dias do segundo turno, o senador declarou que votará a favor do texto que prevê o fim da escala 6×1.
A mudança de postura ocorreu enquanto empresários pressionavam senadores a votar contra a proposta. De acordo com a apuração, Flávio procurou tranquilizar esse grupo ao sinalizar que pretende rever pontos do texto caso chegue à Presidência.
A intenção, segundo a publicação, não seria derrubar a PEC, mas promover alterações que permitam ampliar as possibilidades de negociação entre empresas e trabalhadores.
O tema se tornou uma das questões em disputa entre as campanhas presidenciais, com o governo Lula empenhado em acelerar a tramitação da proposta no Congresso antes da votação do segundo turno.
Fonte: Brasil 247