Campanha de Lula registra canal de Janones no TSE após censura de Nunes Marques
Por Leonardo Miazzo — Carta Capital
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Com a formalização, a coligação do presidente assume a responsabilidade pelo ‘Exército’
A campanha do presidente Lula (PT) registrou nesta terça-feira 13 no Tribunal Superior Eleitoral o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado e administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG). A formalização ocorre após o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, censurar novamente a página e condicionar seu funcionamento ao registro.
Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial, acionou o TSE contra o canal. No último domingo 11, Nunes Marques já havia censurado o “Exército”, mas o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reabilitou o funcionamento logo depois.
Já nesta terça, Kassio decidiu que a retomada do funcionamento dependeria da comunicação do endereço à Justiça Eleitoral. Nunes Marques ainda apontou que o presidente poderia ser responsabilizado por eventual utilização irregular do canal.
Com a formalização nesta terça, a campanha de Lula assume a responsabilidade pelo “Exército”. Em nota divulgada após a nova decisão de Kassio, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou a página como uma forma legítima de expressão e mobilização da militância, que se inscreve voluntariamente. A proibição, acrescentou, “impede a liberdade de expressão e o direito de organização e participação democrática”.
Leonardo Miazzo
Editor de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital