Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%

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Por Dani Alvarenga — Seu Dinheiro

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O fundo imobiliário HSI Logística (HSLG11) vem sentindo os efeitos da crise financeira das Casas Bahia (BHIA3), que está em recuperação judicial e enfrenta dificuldades para pagar aluguéis. Agora, o FII decidiu de livrar da dor de cabeça: segundo fato relevante, a administradora e a gestora do fundo ajuizaram uma ação de despejo contra a varejista.

Inquilina de dois imóveis do HSLG11, a Casas Bahia atrasou o pagamento dos aluguéis de agosto. Embora tenha quitado o débito, a empresa voltou a ficar inadimplente em setembro.

O aluguel, que venceu no último dia 7 de outubro, soma R$ 4,30 milhões. O montante corresponde à locação dos empreendimentos HSI Log. Contagem, localizado em Contagem (MG), e HSI Log. São José dos Pinhais, em São José dos Pinhais (PR).

Após o anúncio do pedido de despejo, que foi ajuizado na última quinta-feira (8), as cotas do FII abriram a sessão em forte queda. Por volta das 13h, HSLG11 caía 4,16%, a R$ 84,06.

O portfólio do HSLG11

Embora a empresa esteja em recuperação judicial, o HSLG11 destacou que, por se tratar de um crédito posterior ao pedido, o montante devido tem natureza extraconcursal.

Ou seja, o crédito não se submete, em regra, aos efeitos da recuperação judicial, conforme as disposições legais aplicáveis.

Atualmente, a Casas Bahia representa cerca de 30,7% da receita de aluguel contratada do HSLG11, segundo o relatório gerencial mais recente do fundo.

Desse total, 27,4% correspondem à locação direta e 3,3% à receita proveniente de áreas sublocadas à varejista.

Embora a base de locatários tenha diversificação de setores, ainda possui concentração relevante em varejo, com destaque também para o Mercado Livre (13,3%), Bemol (12,9%) e Assaí (11,8%).

Em um ambiente mais difícil para o varejo, essa concentração vira um ponto de atenção. Além disso, o portfólio é focado em apenas seis ativos.

Recuperação judicial da Casas Bahia

A Casas Bahia anunciou em 16 de agosto o pedido de recuperação judicial, em conjunto com algumas subsidiárias.

À época, a empresa afirmou que a solicitação ocorreu em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo a situação da companhia a, entre outros fatores, um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas.

Além disso, no balanço do segundo trimestre deste ano, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. O valor é 18 vezes maior do que o saldo negativo de R$ 555 milhões apresentado no mesmo período de 2025.

De acordo com a varejista, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes, como contratos não performados, baixa de ativos, gastos com reestruturação e Imposto de Renda (IR).

*Com informações do Money Times.

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Fonte: Seu Dinheiro

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