A lei e a ordem precisam mostrar que são mais fortes que as investidas do tráfico
A Gazeta
Redes Sociais
Esqueci minha senha
Acesse aqui
Acesse aqui
Publicado em 13 de Outubro de 2026 às 05:00
Públicado em
Colunista
Três notícias na semana passada se mostraram emblemáticas para o enfrentamento das facções criminosas e suas investidas como “tribunal paralelo” no Espírito Santo.
Uma reportagem de Jaciele Simoura expôs como o desaparecimento de uma engenheira de 28 anos no Morro do Romão, em Vitória, em setembro do ano passado, motivou uma operação na última quarta-feira (7) que desarticulou o tráfico na região, com a prisão de 11 pessoas, inclusive duas lideranças.
A polícia desenrolou um novelo: a engenheira desaparecida teria sido morta após desentendimentos por dívidas com o tráfico. O corpo dela ainda não foi localizado. O episódio revela um modus operandi conhecido do tráfico, que impõe o medo nas comunidades e fazem dessas vítimas exemplos. É a face mais cruel para quem é vizinho do crime.
Também foi importante a conclusão da investigação de um duplo homicído de repercussão no bairro Areinha, em Viana, em 2024. O pastor que foi morto no atentado estava tentando ajudar a outra vítima a abandonar o tráfico de drogas. Como estavam trabalhando juntos em uma obra, ambos acabaram sendo mortos.
O trabalho policial eficiente é fundamental não somente para encontrar os responsáveis pelos crimes, mas para mostrar que inocentes também são vítimas dos julgamentos sumários do tráfico. Essa dinâmica de leis e regras criadas para exercerem domínio territorial precisa ser combatida com lei e ordem, bem como a presença permanente do Estado. Não somente a polícia, mas educação, saúde, lazer, esportes… tudo o que garante dignidade à vida das pessoas.
Já a terceira notícia deixa evidente o papel crucial da Justiça nessa guerra contra o tráfico: na quinta-feira (08), três integrantes de uma facção em Vitória foram condenados em júri popular a penas que somam 240 anos e 9 meses de prisão pela tentativa de assassinato contra quatro policiais militares. Os condenados atuavam no Morro do Cruzamento, Ilha de Santa Maria, Itararé e Morro do Macaco.
É investigando, ligando pontos e pistas, e condenando quem promove o terror nesses bairros em que o tráfico dá as cartas que o Estado confirma quem está no comando. Mesmo que, depois de presos, os presídios sejam um desafio à mais de segurança pública, é importante que o exemplo seja dado. Os criminosos precisam temer a polícia e a Justiça, e isso só acontece quando essas instituições agem com competência.
LEIA MAIS EDITORIAIS
Redação de A Gazeta
Fique por dentro das últimas notícias do Espírito Santo, do Brasil e do mundo com a redação de A Gazeta
Tópicos Relacionados
Notou
alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a
corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua
mensagem
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta
A Gazeta integra o
Privacidade e segurança
Privacidade e segurança
© 1996 – 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados
Fonte: A Gazeta