Imagem de trabalhadora limpando metrô na Paulista foi alterada por IA

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Uma imagem que mostra uma mulher limpando pichações na estação Trianon-Masp, na avenida Paulista, em São Paulo, foi alterada com ferramentas de inteligência artificial. Compartilhado como um registro da limpeza após a manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no domingo (11), o arquivo foi produzido ou editado com ferramentas do Google, segundo verificação do Gemini com o protocolo SynthID, que atesta sua procedência. A ferramenta Hive também apontou indícios de uso de IA.

A imagem foi compartilhada pelo canal Tropa do Flávio no WhatsApp, que reúne mais de 1 milhão de inscritos e divulga conteúdo da campanha do candidato à Presidência. O registro falsificado também circula no Instagram, no Facebook e no X frequentemente sem aviso de que se trata de conteúdo gerado por IA.

Há imagens autênticas de pichações na estação em questão, mas a imagem em questão foi distribuída junto de outras publicações enganosas como repercussão do ato pró-Lula do último domingo.

Fotografia de uma mulher limpando pichações na estação Trianon-Masp após a manifestação em apoio a Lula.

Imagem de trabalhadora limpando pichações no metrô de São Paulo foi alterada por IA. (Reprodução/Canal Tropa do Flávio no WhatsApp)

Na imagem gerada artificialmente, uma mulher com colete refletivo aparece segurando uma esponja e um borrifador diante de uma entrada da estação. Nos vidros e na parede há inscrições como “Bolsonaro fascista” e “Não passarão”, além de símbolos anarquistas. Um balde e produtos de limpeza aparecem no chão.

Há registros reais de vandalismo na estação Trianon-Masp, na avenida Paulista, após o ato pró-Lula do último domingo. No entanto, esta imagem em específico foi alterada com tecnologia de IA do Google, conforme atesta ferramenta verificadora da própria empresa. O SynthID, ferramenta que detecta a procedência da imagem por meio de marca d’água, confirmou que o conteúdo foi alterado.

Registro de verificação de marca d’água SynthID, do Google, por sua própria ferramenta de detecção de conteúdo alterado por IA. (Reprodução)

Outra análise, da ferramenta Hive, também apontou indícios de geração artificial no conteúdo.

Captura de tela da ferramenta de detecção de IA Hive. (Reprodução)

Segundo a documentação do Google, o Gemini permite verificar a presença do SynthID, uma marca d’água invisível incorporada a conteúdos produzidos ou alterados com os modelos da empresa. Essa marca é inserida nos próprios pixels e pode continuar detectável mesmo depois de operações como compressão e redimensionamento. Sua identificação indica que toda a imagem ou parte dela passou por ferramentas de IA do Google.

Registros reais. Atos de vandalismo foram registrados na mesma estação de metrô, conforme imagens da CNN Brasil e de outros veículos jornalísticos. A imagem alterada por IA, no entanto, foi distribuída em grupos ligados a Flávio Bolsonaro juntamente com outras publicações desinformativas, em reação à mobilização pró-Lula do último domingo.

Pichações foram de fato registradas na entrada do metrô Trianon-Masp pela CNN Brasil. (Reprodução)

O site Boatos.org também verificou a procedência da imagem gerada por IA.

Fonte: Aos Fatos | Valorize o que é real

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