Ben Gvir defende conquista de Gaza e saída de palestinos do território

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, defendeu a conquista de toda a Faixa de Gaza, o incentivo à emigração dos palestinos e o desmantelamento da Autoridade Palestina.

Segundo a HispanTV, o integrante da extrema direita israelense também pediu a retomada de combates intensos no enclave durante um evento de campanha ligado ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

No discurso, pronunciado nesta segunda-feira (12), Ben Gvir apresentou o controle integral de Gaza e a dissolução da Autoridade Palestina como objetivos políticos: “Eu tenho sonhos: sonhos de desmantelar a Autoridade Palestina (…) Sonho em conquistar — ou melhor, libertar — toda a Faixa de Gaza”.

Ao substituir a palavra “conquistar” por “libertar”, o ministro reafirmou sua posição de que todo o território de Gaza pertence a Israel. A declaração expressa a reivindicação defendida por Ben Gvir, que voltou a apresentar a saída da população palestina como uma medida a ser incentivada.

O ministro também cobrou uma intensificação das operações militares. “Precisamos retomar os combates intensos”, declarou. Segundo ele, as forças israelenses “são capazes de fazê-lo em questão de semanas”.

As falas retomam propostas que Ben Gvir já havia apresentado na campanha de seu partido, o Otzma Yehudit. De acordo com a HispanTV, no mês anterior ao discurso, ele divulgou um plano para promover o deslocamento de 1,86 milhão de palestinos da Faixa de Gaza ao longo de sete anos.

A agência EFE também noticiou a apresentação desse plano, descrito pelo ministro como uma iniciativa para incentivar a saída “voluntária” dos moradores. O prazo e o número de pessoas previstos dão dimensão à proposta de retirada da população do enclave.

Segundo a HispanTV, o projeto foi incorporado à campanha do Otzma Yehudit para as eleições previstas para 27 de outubro. A defesa da conquista de Gaza, reiterada no evento, mantém a proposta de deslocamento dos palestinos entre as bandeiras eleitorais do ministro.

Fonte: Brasil 247

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