Eugênio Aragão: eleição pode condenar o Brasil ao subdesenvolvimento

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 — A poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro de 2026, o debate político brasileiro ultrapassa as fronteiras nacionais e se insere em uma disputa global de modelos de poder. Em recente manifestação na TV 247, o jurista e ex-ministro Eugênio Aragão fez um alerta contundente sobre o peso histórico do pleito, afirmando que uma escolha equivocada pode “condenar o Brasil ao subdesenvolvimento”.

Segundo Aragão, o mundo encontra-se em uma encruzilhada geopolítica dividida entre duas vias fundamentais: a do conflito, da exploração e da hegemonia versus a da cooperação, do desenvolvimento sustentável e do respeito aos direitos dos povos.

O Dilema Global: O “Direito do Poder” versus o “Poder do Direito”

Para estruturar sua análise, o ex-ministro propõe um contraste direto entre dois paradigmas de governança internacional:

1. O Direito do Poder: Exemplificado na visão e na prática de líderes como Donald Trump, este modelo aposta na imposição unilateral de interesses, no uso da força militar e na intervenção em estados soberanos para a exploração de riquezas alheias, ignorando o sofrimento humano e gerando profunda desigualdade global.

2. O Poder do Direito: Baseado na cooperação multilateral, onde os interesses globais são equilibrados e compartilhados de forma justa, permitindo que a humanidade desfrute de um crescimento equilibrado, ecologicamente sustentável e humanitário.

Nesse cenário, Aragão aponta que as eleições brasileiras polarizam exatamente essas duas visões de mundo.

O Alinhamento das Elites e o Perigo do Subdesenvolvimento

O jurista foi enfático ao criticar o alinhamento de setores da oposição e de elites econômicas brasileiras — em especial ligadas ao capital financeiro especulativo — aos interesses hegemônicos estrangeiros. Para ele, essa postura não passa de uma “adulação piegas” que serve a um plano estratégico de curto prazo.

“Quando o outro candidato se alinha aos Estados Unidos, ele está abrindo as porteiras para o direito do poder […] para a exploração do Brasil, sem qualquer consideração pelo interesse do povo brasileiro”, pontuou Aragão.

De acordo com o ex-ministro, render-se a essa lógica significa aceitar um papel subalterno na economia global, o que fatalmente sepultaria as chances de industrialização avançada, soberania e justiça social do país, empurrando o Brasil de volta ao subdesenvolvimento crônico.

A Via do Desenvolvimento com Inclusão Social

Em contraposição ao modelo especulativo e subordinado, Aragão defendeu o legado e a continuidade das políticas associadas aos governos do campo democrático e popular, representados pelo projeto liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O jurista destacou que a marca dessas gestões tem sido o empoderamento da sociedade civil e a expansão de direitos fundamentais, refletidos em conquistas históricas:

 Sustentabilidade e Meio Ambiente: Redução expressiva do desmatamento.

 Direitos Humanos e Minorias: Políticas ativas de proteção às mulheres e a grupos vulneráveis, como a população LGBTQIA+.

 Investimento Social e Educação: Foco na excelência do ensino público, expansão de moradias populares através do programa Minha Casa, Minha Vida e fortalecimento da saúde pública com o SUS, a Farmácia Popular e o programa Mais Médicos.

Conclusão: A Escolha de Outubro

Ao encerrar sua análise, Eugênio Aragão convocou a sociedade a refletir sobre o peso do voto no segundo turno, marcado para o dia 25. A escolha, segundo o jurista, é cristalina: de um lado, o direito do poder de poucos, que se converte em subordinação e exploração; do outro, o poder do direito, que garante à sociedade brasileira a capacidade soberana de decidir o seu próprio destino e construir uma nação justa e desenvolvida.

🔗 Assista à análise completa na TV 247: Eugênio Aragão: eleição pode condenar o Brasil ao subdesenvolvimento

Fonte: Brasil 247

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