Christa Pike sai do hospital e retorna à prisão 10 dias após sobreviver a execução fracassada
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Publicado em 10 de Outubro de 2026 às 18:34
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A americana Christa Pike recebeu alta hospitalar após sobreviver a uma tentativa fracassada de execução no mês passado, segundo um comunicado divulgado por seus advogados.
O texto informa que Pike, de 50 anos, retornou à prisão onde está detida há 30 anos e continua recebendo assistência médica.
Em 30 de setembro, ela sobreviveu a duas doses do fármaco pentobarbital, utilizado em execuções por injeção letal. O procedimento a deixou em estado crítico.
Pike recuperou a consciência no início desta semana e começou a falar, fato que surpreendeu especialistas, a equipe médica e seus próprios advogados.
Acredita-se que ela seja a única pessoa a ter sobrevivido a uma tentativa de execução por injeção letal.
Seus advogados disseram que ela está “grata aos serviços de emergência e à equipe médica pelo atendimento que recebeu nestas circunstâncias extraordinárias”.
Não está claro que tipo de assistência médica ela está recebendo agora que retornou à prisão.
Sua equipe de defesa já havia declarado que ela tinha um “longo caminho para a recuperação” à frente.
O sistema penitenciário do Tennessee ainda não explicou por que a execução não ocorreu conforme o planejado, embora tenha defendido o método utilizado.
Em uma audiência judicial realizada na quarta-feira (7/10), o procurador-geral adjunto do Tennessee, Will Ayers, disse ao juiz que não sabia se o estado planejava tentar executá-la novamente.
O magistrado ordenou às autoridades que preservassem todas as provas relacionadas à tentativa fracassada de execução, que poderiam servir de base para uma futura ação judicial contra o estado do Tennessee.
Pike tinha 18 anos quando ela e seu então namorado, Tadaryl Shipp, espancaram, torturaram e assassinaram Colleen Slemmer, que tinha 19 anos. Eles a haviam conhecido em um programa de treinamento profissional para jovens de baixa renda.
Shipp escapou da pena de morte por ser menor de idade na época do crime e continua preso.
Pike foi a primeira mulher cuja execução estava prevista no Tennessee em mais de 200 anos.
Seus advogados tentam há décadas anular sua condenação à morte.
Nos dias que antecederam a data prevista para a execução, tanto a Suprema Corte dos EUA quanto o governador do Tennessee, Bill Lee, recusaram-se a suspendê-la.
Após as tentativas fracassadas, os advogados de Pike reiteraram o pedido de comutação da pena de morte para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
Pike perdeu a consciência e foi levada a um hospital local depois que as tentativas de execução falharam. Sua equipe jurídica acreditou, durante dias, que ela estava com morte cerebral e esperava que o suporte de vida fosse desligado a qualquer momento.
Pike finalmente acordou e voltou a falar na terça-feira (6/10). Seu advogado, Randy Spivey, disse que as primeiras palavras dela foram “Onde estou?” e “Quem é você?”.
Em uma coletiva de imprensa realizada no dia seguinte, seus advogados declararam que ela estava algemada à cama, sofria de pneumonia, inchaço nos braços e que não conseguia engolir.
“Não sabemos qual será o impacto de tudo isso”, afirmou Spivey sobre a saúde mental dela, acrescentando que Pike se sentia “irritada e confusa”.
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