Dólar cai 4,44% na semana e encerra abaixo de R$ 5
Por Leonardo Lucena — Brasil 247
247 – O dólar encerrou esta sexta-feira (9) em queda de 0,76%, cotado a R$ 4,9856, e terminou a primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais abaixo da marca de R$ 5. A moeda estadunidense acumulou desvalorização de 4,44% nos últimos cinco pregões e ampliou para 9,17% a perda registrada desde o início de 2026. O movimento acompanhou a redução dos juros futuros no Brasil e a desvalorização da divisa dos Estados Unidos em relação a moedas de outros mercados emergentes.
Conforme destacou a Reuters, o dólar à vista chegou à mínima de R$ 4,9765, às 13h01, quando registrava recuo de 0,95%. No fim da tarde, às 17h15, o contrato futuro da moeda norte-americana para novembro, o mais negociado na B3, apresentava queda de 0,71%, cotado a R$ 5,0040.
A moeda brasileira acompanhou o desempenho de outras divisas de países emergentes diante do dólar.
O peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno também ganharam força em relação à moeda norte-americana durante a sessão.
O especialista em investimentos e sócio da GT Capital, Josias Bento, comentou a combinação entre o cenário eleitoral e o comportamento dos juros futuros.
“O dólar cai acompanhando os juros futuros, e é um sinal claro de que o mundo está de olho e querendo comprar o risco dos emergentes, principalmente do Brasil, após Flávio ter ficado em primeiro lugar no primeiro turno”, afirmou.
Apesar do recuo diante de moedas emergentes, o dólar registrou valorização frente a algumas das principais divisas internacionais.
Às 17h07, o índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda dos Estados Unidos diante de uma cesta de seis divisas, avançava 0,10%, aos 102,220 pontos.
O comportamento do mercado cambial brasileiro refletiu, portanto, tanto a movimentação de recursos entre diferentes economias quanto as expectativas dos investidores sobre os rumos da política econômica nacional.
Inflação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou nesta sexta-feira os dados de inflação de setembro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação brasileira, registrou alta de 0,82% no mês, acima da previsão de 0,73% dos economistas consultados pela Reuters.
No acumulado de 12 meses, a inflação alcançou 4,58%, superando a estimativa de 4,50% apresentada pelos analistas.
O resultado acrescentou informações ao debate sobre a trajetória da política monetária, uma vez que o comportamento dos preços influencia as decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros.
Mesmo com o indicador acima das expectativas, o mercado de câmbio manteve a tendência de valorização do real ao longo da sessão.
Operação no mercado cambial
Ainda nesta sexta-feira, o Banco Central realizou uma operação de rolagem de contratos de swap cambial com vencimento em 3 de novembro.
A autoridade monetária vendeu 50 mil contratos, sem provocar alterações relevantes nas cotações do dólar naquele momento.
A operação integra os procedimentos de administração dos contratos cambiais existentes e não representa, necessariamente, uma intervenção destinada a alterar a cotação da moeda.
Fonte: Brasil 247