Cunhado de Vorcaro diz que não ficará mais calado e promete expor autoridades no escândalo do Master

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou a interlocutores que o visitaram na prisão que não pretende mais permanecer em silêncio e que possui informações importantes sobre autoridades.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, Zettel está preso há sete meses e relata não ver os filhos desde então. A pessoas próximas, ele tem dito que pretende falar depois de uma tentativa frustrada de firmar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em abril, Zettel tentou negociar uma delação, mas a iniciativa foi rejeitada pela PGR. Na ocasião, seu então advogado, Celso Villardi, chegou a se reunir com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), numa tentativa de fazer avançar a colaboração, mas o acordo não prosperou.

Zettel diz ter informações sobre autoridades

Desde a tentativa frustrada de delação, Zettel afirma ter se tornado alvo de notícias destinadas, segundo ele, a constrangê-lo. É nesse contexto que passou a dizer a interlocutores que pretende romper o silêncio.

De acordo com a coluna, o cunhado de Vorcaro afirma possuir informações relevantes envolvendo autoridades, embora não tenham sido detalhados, até o momento, os nomes citados nem o teor das informações que ele diz pretender revelar.

Zettel foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, instituição comandada por Daniel Vorcaro.

Igreja administrada por Zettel entrou na mira

Além de sua atuação ligada a Vorcaro, Zettel também administrava a Igreja da Lagoinha, que passou a integrar o foco das investigações diante de movimentações financeiras consideradas superiores ao faturamento registrado pela instituição.

A disposição manifestada por Zettel de falar volta a colocar em evidência uma eventual colaboração premiada em torno das investigações relacionadas ao Banco Master. Qualquer acordo desse tipo, no entanto, dependeria de nova negociação com as autoridades competentes e de posterior homologação judicial.

Fonte: Brasil 247

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