Eleitor de Renan Santos deve migrar para Lula contra o bolsonarismo, avalia Ana Elisa
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) defendeu nesta quarta-feira (7) que a disputa travada entre o projeto de uma “nova direita” e o bolsonarismo tende a levar os eleitores do candidato derrotado Renan Santos (Missão) a apoiarem o presidente Lula (PT) na disputa de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), informa o SBT News.
A avaliação da parlamentar mineira ganha força no momento em que a militância e apoiadores do presidente da República intensificam as investidas nas redes sociais. O objetivo do grupo é dialogar diretamente com o eleitorado que votou no candidato do partido Missão no primeiro turno, buscando construir uma aproximação baseada na rejeição e na resistência de parcela desse público ao bolsonarismo.
Segundo a deputada, a compreensão sobre os riscos de uma vitória bolsonarista para o futuro da própria direita deve guiar a decisão desse eleitorado no pleito decisivo. “Eu acredito que o eleitor do Renan Santos quer ser um sucessor da direita brasileira. Eles sabem que, se o bolsonarismo tomar conta do poder, não existe nova direita. É quase que automático o eleitor do Renan Santos entender que, nesse segundo turno, não é interessante ele apoiar o bolsonarismo. Se o eleitor quer construir um futuro para o Brasil, de forma orgânica ele deve ir para o presidente Lula”, afirmou Ana Elisa.
A movimentação nas redes sociais ocorre após o encerramento do primeiro turno, no qual Renan Santos obteve 2,25% dos votos válidos. Diante do resultado, o fundador do Missão optou por adotar uma postura de neutralidade para a etapa final da eleição, declarando que não fará campanha nem por Lula e nem por Flávio Bolsonaro, deixando seus correligionários e eleitores livres para tomarem suas próprias posições.
Apesar de liberar sua base, Renan manteve a linha crítica que marcou sua trajetória em relação ao bolsonarismo. Após o domingo (4) de votação, o dirigente afirmou que o PL está “devastando o centrão” e admitiu a relevância do peso político exercido pela sigla no campo da direita, mesmo tendo construído toda a sua postulação com o objetivo de se colocar como uma alternativa viável a Flávio Bolsonaro.
Por fim, o líder do Missão sinalizou que não pretender impor obstáculos internos ou punições para membros de seu grupo que decidirem migrar para a candidatura bolsonarista nesta etapa da disputa. “Quem quiser sair para o bolsonarismo sairá, pela primeira vez, sem oposição da nossa parte”, declarou.
Fonte: Brasil 247