Déficit comercial dos EUA aumenta em agosto e preocupa governo Trump

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Por CartaCapital — Carta Capital

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A menos de um mês para as eleições legislativas, pesquisas mostram queda na popularidade do partido republicano em meio a resultados ruins na economia

O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou 13,7% em agosto e alcançou US$ 105,6 bilhões (R$ 526,5 bilhões). A informação foi divulgada oficialmente pela gestão do presidente Donald Trump nesta terça-feira, 6. 

O resultado é o pior registrado desde março de 2025 e foi influenciado pelo avanço das importações de petróleo e de produtos tecnológicos, como chips.

O valor ficou acima da projeção de US$ 102 bilhões calculada a partir do consenso da MarketWatch.

As importações americanas cresceram 4,3% em agosto, para US$ 420,8 bilhões (R$ 2 trilhões). Entre os produtos que contribuíram para o aumento estão petróleo bruto, ouro, semicondutores e máquinas industriais.

As exportações também avançaram, mas em ritmo menor. A alta foi de 1,4%, levando o total a US$ 315,2 bilhões (R$ 1,6 trilhão), impulsionado em parte pelas vendas de energia.

Os fluxos comerciais dos Estados Unidos passaram por fortes oscilações desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. Nesse período, empresas buscaram antecipar suas operações às tarifas impostas pelo presidente americano sobre produtos de parceiros comerciais.

Os dados mais recentes são ajustados sazonalmente, mas não pela inflação. Segundo o governo, os números também refletem a alta dos preços globais de energia provocada pela guerra no Oriente Médio.

Desde o fim de fevereiro, ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã levaram o governo iraniano a bloquear o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o transporte mundial de hidrocarbonetos. O bloqueio provocou uma forte alta nos preços do petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump , e os integrantes do partido Republicano enfrentam pesquisas negativas a pouco menos de um mês para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que poderiam precipitar a perda de sua maioria no Congresso.

Os eleitores americanos são chamados a renovar a totalidade da Câmara de Representantes (435 assentos) e um terço (35 de 100) do Senado. Uma derrota poria em dificuldades a ambiciosa agenda de Trump, empenhado em promover uma guinada política e econômica no país.

Trump fez das tarifas aduaneiras uma arma de negociação econômica e embarcou em uma guerra contra o Irã com resultado incerto imediato no preço da gasolina e na inflação, que tem aumentado o impacto negativo na balança comercial do país.

*Com informações da AFP


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Fonte: Carta Capital

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