Ministros do STF discutem resposta à bancada que defende impeachment

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem como enfrentar a pressão de senadores eleitos que defendem o impeachment de ministros e a redução da atuação da corte.

Segundo a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, quatro magistrados ouvidos identificam duas frentes nesse cenário: abrir interlocução com parlamentares do PL considerados menos radicais e acompanhar os possíveis desdobramentos de investigações que envolvem futuros integrantes do Senado.

Os relatos publicados pela coluna apontam que ministros enxergam espaço para conversar com parte dos eleitos, apesar dos ataques ao Supremo durante a campanha. Ao mesmo tempo, avaliam que parlamentares investigados podem evitar intensificar a ofensiva pelo afastamento de magistrados diante de suas próprias situações na Justiça.

Interlocução com parte do PL

Reinaldo Azambuja, eleito por Mato Grosso do Sul, e Eduardo Gomes, eleito pelo Tocantins, estão entre os nomes mencionados pelos ministros como possíveis interlocutores. Ambos são citados no grupo com o qual integrantes do tribunal consideram viável estabelecer diálogo.

A avaliação dos magistrados ouvidos é que as críticas feitas na disputa eleitoral não eliminam a possibilidade de interlocução com uma parcela da bancada. A aproximação envolveria correligionários do PL que não são identificados pelos ministros como integrantes da ala que faz do confronto com o STF sua principal bandeira.

Essa leitura distingue, dentro do conjunto de parlamentares que atacaram o tribunal durante a campanha, aqueles com os quais haveria abertura para conversas e os que mantêm uma postura mais radical contra a corte.

Investigações envolvem senadores eleitos

Outra frente das discussões está relacionada a parlamentares que são alvo de investigações da Polícia Federal em procedimentos sob relatoria do Supremo. A coluna cita Carlos Jordy, do PL, eleito senador pelo Rio de Janeiro, e Mauro Mendes, ex-governador eleito para o Senado por Mato Grosso.

Jordy é investigado por suspeita de desvio de cotas parlamentares. Mendes é alvo de uma investigação sobre supostos desvios de recursos estaduais envolvendo uma empresa de telefonia. Os casos são apresentados na reportagem como apurações em andamento.

De acordo com os ministros ouvidos, essas investigações podem avançar antes mesmo de os eleitos assumirem os mandatos. Na avaliação relatada à coluna, eventuais desdobramentos teriam influência sobre a disposição dos investigados de ampliar a pressão pelo impeachment de integrantes do tribunal.

“A valentia vai até a página dois”, afirmou um magistrado à coluna de Bela Megale.

As conversas ocorrem diante da eleição de uma bancada que, na leitura dos integrantes do STF ouvidos pelo jornal, reúne grandes chances de impulsionar pedidos de afastamento de ministros e iniciativas para esvaziar a atuação do Supremo. O relato apresenta avaliações discutidas entre magistrados, sem anunciar uma decisão institucional da corte.

Fonte: Brasil 247

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