Cleitinho é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno
Por Redação — Brasil de Fato
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O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4), com 55,40% dos votos válidos, segundo a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato superou Patrus Ananias, do PT, que ficou em segundo lugar, com 26,34% dos votos.
Dez candidatos concorreram ao governo de Minas Gerais em 2026. Além de Cleitinho e Patrus, estavam na disputa Flávio Roscoe (PL), que terminou em terceiro, com 6,97% dos votos; Mateus Simões (PSD), teve 4,65%; Alexandre Kalil (PDT), com 3,54%; Gabriel (MDB), 2,08%; Ben Mendes (Missão), 0,70%; Indira Xavier (UP), com 0,18%; Professor Túlio Lopes (PCB), 0,10%; Rafael Duda (PSTU), 0,04%; e Henrique Áreas, com 0,01%.
Cleitinho manteve um impasse sobre sua candidatura, chegando a oficializar que não iria concorrer, depois recuando e tendo de articular com o partido o retorno à disputa.
Nas pesquisas divulgadas às vésperas da votação, Cleitinho aparecia na liderança com vantagem sobre os demais candidatos. No levantamento Quaest divulgado no sábado (3), o candidato do Republicanos tinha 54% dos votos válidos, contra 23% de Patrus Ananias. Alexandre Kalil aparecia com 10%, Flávio Roscoe com 6% e Mateus Simões com 4%.
O Datafolha, divulgado na sexta-feira (2), também apontava Cleitinho na primeira colocação, com 49% dos votos válidos, seguido por Patrus, com 20%, e Kalil, com 13%. Flávio Roscoe e Mateus Simões apareciam com 5% cada.
O eleito sucederá Romeu Zema (Novo), que ocupa o governo de Minas Gerais desde 2019. O novo governador terá pela frente desafios com um dos maiores passivos fiscais da história de Minas. Ao mesmo tempo, precisará enfrentar demandas históricas nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, segurança pública e desenvolvimento econômico, em um cenário de restrições orçamentárias.
Dados da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) mostram que a dívida consolidada de Minas passou de aproximadamente R$ 113 bilhões, em 2019, para mais de R$ 201 bilhões ao final de 2025, sendo cerca de R$ 177 bilhões referentes ao débito com a União., além da relação com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e com o governo federal.
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Fonte: Brasil de Fato