Avanço da direita no Senado ameaça votação do fim da escala 6×1

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a votação do fim da escala 6×1 se tornou politicamente inviável nesta semana após o avanço da direita no Senado.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a expectativa entre governistas é que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), reduza o empenho na proposta para preservar sua relação com Flávio Bolsonaro (PL).

Alcolumbre havia marcado três sessões de discussão da matéria no plenário nesta semana, em um gesto de aproximação com o governo. O resultado do primeiro turno, com Flávio à frente de Lula e a eleição de mais senadores de direita, alterou a avaliação dos aliados do presidente sobre as chances de avanço da pauta.

A proposta tinha importância para a estratégia eleitoral governista. Integrantes do governo pretendiam fazer do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso um dos temas da campanha de Lula no segundo turno. Com a nova configuração política, deixaram de contar com o apoio do presidente do Senado para impulsionar a discussão.

De acordo com o Painel, o resultado das urnas foi recebido pelos governistas como um “balde de água fria”. A frustração reúne dois fatores: o fortalecimento da direita na Casa e a vantagem de Flávio na primeira etapa da disputa presidencial.

A avaliação sobre um possível recuo de Alcolumbre também está ligada à eleição para o comando do Senado. O senador pretende permanecer na presidência e dependerá do apoio da maioria dos colegas para conseguir um novo mandato.

Com uma bancada maior do PL, governistas esperam que Alcolumbre faça acenos a Flávio para evitar que ele articule a eleição de um aliado à presidência da Casa. É essa disputa pelo comando do Senado que, na avaliação relatada pela coluna, reduz a perspectiva de ajuda à proposta de encerrar a escala 6×1.

Fonte: Brasil 247

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