Strike do PL muda composição de forças no Congresso
Por Antonio Temóteo — Reportagem – PlatôBR

Uma onda de direita engolfou o Congresso Nacional nas eleições deste domingo, 4. O projeto bolsonarista e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de eleger as maiores bancadas no Senado e na Câmara deu certo.
O partido de Flávio Bolsonaro terá 28 senadores e a bancada federal deve ultrapassar os 100 deputados, que terão peso para influenciar a balança de poder e tentar garantir o comando das duas Casas. De qualquer forma, a nova composição do Parlamento facilitará a aprovação de pautas de interesse de Flávio, caso seja eleito presidente da República no próximo dia 25.
No Senado, a configuração após o resultado das urnas deve contribuir para fortalecer a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência da Casa, que já vinha sendo ventilada. Somados os votos do PL e de partidos como Progressistas, Republicanos e Novo, o grupo teria, pelo menos, 43 votos.
Além disso, essa bancada aumentará as pressões para que os pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sejam desengavetados e avancem no Senado.
Pautas da agenda de costumes, de ajuste fiscal, de privatizações de estatais e de segurança pública, incluindo a redução da maioridade penal, por exemplo, tendem a ganhar protagonismo no Senado diante dessa guinada à direita.
Na Câmara, a balança também pesou para a direita. Além de manter a maior bancada, o PL garantiu os dois deputados mais bem votados do país: Nikolas Ferreira (MG) e Lucas Pavanato (SP), ambos com mais de três milhões de votos. Na sequência, a federação União-Progressistas deve ficar com a segunda maior bancada, seguida de PT, PSD, Republicanos e MDB.
Se Flávio for eleito no segundo turno, o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tende a ter mais dificuldade para se reeleger no início de 2027. O deputado paraibano era considerado favorito até antes das eleições, mas uma mudança no Palácio do Planalto poderá fazer pesar contra ele o fato de ter se aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Reportagem – PlatôBR