Pernambuco elege Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado; estado fica com bancada 100% lulista
Por Vinicius Sobreira — Brasil de Fato
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Neste domingo (4), os pernambucanos reelegeram o senador Humberto Costa (PT), com 30% e elegeram para o Senado Federal a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), com 25% dos votos; e dos votos válidos.
Os dois foram candidatos pela mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco, e realizaram uma campanha firme de “voto casado”. Deu certo. Eles se somam à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília, formando um trio de senadores alinhados com o presidente Lula.
A lista de candidatos derrotados tem três deputados federais: Mendonça Filho (PL) ficou com 19%; Eduardo da Fonte (PP) recebeu 13,5% dos votos; e Túlio Gadêlha (PSD) obteve 7%, que ficou na sexta colocação.
Também foram frustradas as candidaturas de Carlos Sant’Anna (Novo), com 7,9%; Paulo Rubem Santiago (Rede), com 0,4%; Pastor Gilvan Costa (Dem), com 0,2%; Gorett Bitu (UP), com 0,08%; Samuel Timóteo (UP), com 0,04%; Mariano Macedo (PSTU), com 0,03%; e Maílson Neto (PCO) ficou com com 0,01%.
A bancada pernambucana no Senado, que historicamente foi ocupada por lideranças de direita oriundas de oligarquias políticas — Sérgio Guerra, Marco Maciel, Fernando Bezerra Coelho — a partir de 2027 será formada por três nomes de esquerda, dois deles sem um histórico de familiares ligados à política. A única associada a um legado familiar é Marília Arraes, neta do ex-governador pernambucano Miguel Arraes de Alencar, do Partido Socialista Brasileiro, deposto pela ditadura militar em 1964.
Este ano, com duas vagas em renovação, a população escolheu manter o atual senador Humberto Costa (PT), ex-ministro da saúde do governo Lula; enquanto o outro senador pernambucano, Fernando Dueire (PSD), sequer disputou a reeleição. Ele era suplente do ex-senador Jarbas Vasconcelos (MDB), que se afastou da vida pública por questões de saúde.
Dueire tem bom trânsito entre lideranças políticas pernambucanas, mas não conseguia superar a marca de 1% nas pesquisas de intenção de voto, o que levou sua aliada Raquel Lyra (PSD) a preterir do seu nome, levando para a disputa do Senado os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), ambos derrotados neste domingo.
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Fonte: Brasil de Fato