Zema entra com celular na cabine de votação em Minas, mesmo sendo proibido
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) entrou com um celular na mão na cabine de votação na manhã deste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições de 2026. O episódio ocorreu na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais.
Imagens do momento mostram Zema se dirigindo à urna com o aparelho em uma das mãos. A conduta contraria as regras da Justiça Eleitoral, que proíbem o eleitor de portar celular dentro da cabine de votação, mesmo que o equipamento esteja desligado.
A norma estabelece que o eleitor deve desligar o aparelho antes de votar e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. O equipamento permanece sob a guarda dos mesários até que a votação seja concluída e deve ficar em local visível tanto para a mesa quanto para o próprio eleitor.
A restrição não vale apenas para telefones celulares. Máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e qualquer dispositivo capaz de registrar, transmitir ou divulgar o voto também não podem ser levados até a urna eletrônica.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a medida existe para preservar o sigilo do voto e evitar que o eleitor fotografe, grave ou produza algum tipo de comprovação da escolha feita na urna. A regra também busca dificultar práticas como compra de votos, em que alguém poderia exigir uma prova da opção registrada pelo eleitor.
A proibição está prevista na Lei das Eleições. O artigo 91-A da Lei nº 9.504/1997 impede que o eleitor porte celular, máquina fotográfica ou filmadora dentro da cabine de votação.
O aparelho pode ser levado até a seção eleitoral e utilizado antes da votação, inclusive para apresentação de documentos digitais, como o e-Título. Depois da identificação, porém, o eleitor precisa desligar o celular e entregá-lo temporariamente à mesa antes de seguir para a urna.
As regras também determinam que o eleitor que se recusar a deixar o aparelho fora da cabine não seja autorizado a votar naquele momento. A ocorrência deve ser registrada em ata pelo presidente da mesa receptora, que pode solicitar apoio policial e comunicar o episódio à Justiça Eleitoral.
Zema votou em Araxá, sua cidade natal. Ex-governador de Minas Gerais, ele disputa pela primeira vez a Presidência da República.
Ao sair do local da votação, Zema foi questionado por jornalistas a respeito da ação ilegal e respondeu que tudo não passou de um descuido, que não foi informado pelos mesários da proibição e que não fotografou e nem filmou a urna.
A votação deste domingo começou às 8h e segue até as 17h, pelo horário de Brasília. No primeiro turno, os eleitores escolhem presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Fonte: Brasil 247